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3056399 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.

Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.

Em relação aos recursos sonoros, lexicais e às figuras de linguagem presentes nos textos 2 e 3, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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3056398 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.

Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.

Ao se observar a textualização do discurso poético dos Textos 2 e 3, verifica-se que os dois poemas:

 

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3056397 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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Leia este trecho do livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis.

Capítulo CXXIII – Olhos de ressaca

Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática, 1994, p.160-161.

Nesse trecho, Machado de Assis:

I. Revela ao leitor a sensação de que a despedida de Sancha do marido foi enternecedora e tocante.

II. Transmite uma impressão pessoal do narrador, ao citar o modo pelo qual Capitu amparava Sancha, a viúva.

III. Emprega o termo “enfim” no início do capítulo para introduzir ideia de intensidade ao trecho.

IV. Utiliza, no título, o termo “ressaca” para fazer alusão ao abatimento demonstrado no semblante da viúva.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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3052509 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga.

– A prodigalidade também existia em nossa casa.

– Como, meu filho?

– A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.

– Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa.

– Mas comemos sempre com apetite.

– O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado.

– Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa.

– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho.

– Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome.

– Você diz coisas estranhas, meu filho.

(Lavoura arcaica, 2001.)

“– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los.” (9º parágrafo)

Considerado no contexto, o trecho sublinhado expressa ideia de

 

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3052508 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga.

– A prodigalidade também existia em nossa casa.

– Como, meu filho?

– A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.

– Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa.

– Mas comemos sempre com apetite.

– O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado.

– Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa.

– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho.

– Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome.

– Você diz coisas estranhas, meu filho.

(Lavoura arcaica, 2001.)

Depreende-se das falas do pai um elogio, sobretudo,

 

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3052507 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga.

– A prodigalidade também existia em nossa casa.

– Como, meu filho?

– A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.

– Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa.

– Mas comemos sempre com apetite.

– O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado.

– Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa.

– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho.

– Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome.

– Você diz coisas estranhas, meu filho.

(Lavoura arcaica, 2001.)

No trecho do romance, o filho

 

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3052506 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Se, na Europa, este movimento é um protesto cultural, se o “mal do século”, a saudade do paraíso perdido são as consequências da industrialização e da ascensão da burguesia; no Brasil, onde a sociedade do Império compreende apenas grandes proprietários escravocratas e uma burguesia nascente, o movimento, produto de importação, corresponde a uma afirmação nacionalista.

(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)

O movimento a que o texto se refere é o

 

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3009747 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: UEMG
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As questões de 10 a 12 são referentes à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.

Leia o seguinte excerto:

“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Leia o seguinte excerto:

“Às vezes, estando ocupada na cozinha ou em outros afazeres, como remendar as calças que Antônio usava no campo, ou passando algum dos seus ternos para as reuniões políticas, ou da maçonaria, ou ainda respondendo às cartas que os empregados recebiam dos parentes em São Paulo, ou fazendo as quitandas que nunca faltaram aqui em casa, assim como o café com leite que ainda tomamos antes de deitar, ou seja lá o que for, que nem sempre eu percebia a ausência de minha filha.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Considerando esse excerto da obra e o contexto de toda a narrativa, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. As personagens femininas possuem alto poder de reflexão, uma vez que levam uma vida tranquila, o que propicia a atividade reflexiva.

II. As mulheres da narrativa sofrem constantemente dos abusos de um contexto patriarcal, o que pode contribuir para a formação de comportamentos contrários à moral convencional.

III. Os homens da narrativa possuem práticas abusivas que levam à falta de atividade reflexiva por parte das mulheres, uma vez que estas são forçadas ao trabalho contínuo, vetando a possibilidade de um pensamento acerca do mundo que as circunda.

IV. Há a preocupação de uma das personagens, de nome Isaura, em perder as terras que, segundo ela, foram conquistadas com o suor de seus familiares de gerações passadas.

V. O estupro é uma prática recorrente na narrativa.

 

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3009746 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: UEMG
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As questões de 10 a 12 são referentes à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.

Leia o seguinte excerto:

“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Considerando o título e o enredo da obra, assinale a alternativa correta.

 

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3009745 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: UEMG
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As questões de 10 a 12 são referentes à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.

Leia o seguinte excerto:

“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Considerando que o romance apresenta, entre outras, três personagens femininas, sendo estas avó, mãe e filha, todas com o nome de Isaura, assinale a alternativa correta em relação ao trecho apresentado.

 

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