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Foram encontradas 4.896 questões.

1103811 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Cepros
Orgão: CESMAC
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Os romancistas, por vezes, criam em suas obras ‘figuras e espaços fantasiosos’ que, de tão significativos, passam a ganhar notoriedade e uma identidade quase real. É o caso de:
1) Brás Cubas, de Machado de Assis, e Macunaíma, de Oswald de Andrade.
2) Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, e Iracema, de José de Alencar.
3) João Miramar, de Mário de Andrade, e Pasárgada, de Manuel Bandeira.
4) Poti, de José de Alencar, e Capitu, de Machado de Assis.
5) Severino, de João Cabral, e a cadela Baleia, em Vidas Secas, de Graciano Ramos.
Estão corretas as indicações em:
 

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1103810 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Cepros
Orgão: CESMAC
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Nome central da poética romântica, o poeta maranhense Gonçalves Dias (1823-1964) foi um dos criadores e um dos propagadores da literatura indianista, movimento literário considerado um dos pontos alto do romantismo brasileiro. Dentre os títulos abaixo, qual obra se inscreve na poesia indianista e que foi escrita pelo poeta maranhense?
 

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1103809 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Cepros
Orgão: CESMAC
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Diversificados foram os temas abordados por Graciliano Ramos (1892-1953) em seus romances: a seca, a tragédia do ciúme e as veleidades literárias de um pequeno burguês. Dentre os romances abaixo, quais encerram esses temas?
 

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1044672 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
Se depois de eu morrer (Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas; a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa, todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Leia os itens seguintes e, de acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
I - O poema de Alberto Caeiro é marcado pela busca em compreender o mundo pelos sentidos, e não pelo intelecto.
II - A busca em compreender o mundo pelos sentidos, e não pelo intelecto está mais explícita nos versos (Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento / Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais).
III - O oitavo verso do poema (Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei) mostra já que Caeiro não quer mais que sentir o mundo, o simples fato de ver, satisfaz todos os seus desejos.
IV - A partir do sexto verso (Vi como um danado), há uma mudança nas formas verbais do poema, ou seja, passam a se flexionar, quase todos, no pretérito perfeito do indicativo.
 

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1044562 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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A questão refere-se ao Romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

enunciado 2054455-1

Eu gosto tanto de ouvir os pingos de minutos do tempo assim: tic-tac-tic-tac-tic-tac.

Ao longo do texto, o narrador descreve Macabéa como ignorante, o que contrasta com a frase da personagem.

O contraste se dá porque frases como a citada acima mostram um uso de linguagem que pode ser definido como:

 

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1038316 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A terceira margem do rio”, do livro Primeiras Estórias, de João Guimarães Rosa.

De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos – sem fazer conta do se-ir do viver.

A expressão sublinhada é um exemplo das recriações linguísticas do autor. Seu sentido, com base no trecho citado, pode ser definido como:

 

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1038315 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “A terceira margem do rio”, do livro Primeiras Estórias, de João Guimarães Rosa.

O conto constrói uma alegoria, ou seja, uma metáfora ampliada que o organiza.

Esse aspecto alegórico é reforçado pelo modo de identificação dos personagens, o que se faz por meio de:

 

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1037848 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Sarapalha
– Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!
– É um instantinho e passa... É só ter paciência....
– É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...
– Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi tremde ferro que levou...
– Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...
– O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...
– Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...
– O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moçobonito que apareceu, vestido com roupa de diade domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...
– Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...
– Prima Luísa...
– Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo!
Me ajuda a ver...
– Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!
– Não é mesmo não...
– Pois então?!
– Conta o resto da estória!...
– ...“Então, a moça, que não sabia que o moçobonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”
Guimarães Rosa, Sagarana.
A novela Sarapalha apresenta uma estória dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundária (a moça levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em
 

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1037825 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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A questão refere-se ao Romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

enunciado 2053542-1

Quando o narrador do romance afirma que a história é verdadeira embora inventada, ele faz alusão a um conceito importante em literatura.

Esse conceito é denominado:

 

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1030588 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o trecho do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis (1839-1908),
A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.
Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente” – ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse.
Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.
(Contos: uma antologia, 1998.)
O leitor é figura recorrente e fundamental na prosa machadiana. Verifica-se a inclusão do leitor na narrativa no seguinte trecho:
 

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