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2462183 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. Antologia poética. Rio de Janeiro:

Editora Nova Fronteira, 2001 (com adaptações).

Tendo em vista a estética modernista brasileira, é correto afirmar que, no poema Pneumotórax,

 

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2461422 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar. Guilhermino pertencia a uma casta de burocratas que já desapareceu de nossas repartições públicas. De sua espécie talvez tenha sido o derradeiro exemplar conhecido, tanto no trajo quanto nos modos e na figura. Nos últimos tempos de sua existência medíocre, já era um anacronismo. Por isso mesmo está ele a reclamar papel e tinta, únicos instrumentos possíveis de sua merecida sobrevivência. Não propriamente para servir de paradigma, acentue-se logo — mas para ilustrar e exprimir com o seu modelo uma casta que o tempo consumiu.

Era magro, alto, rosto comprido, com um pouco de poste e outro tanto de Dom Quixote(a). Deste só tinha a figura, não a índole romântica: era mesmo o oposto do personagem de Cervantes, na sua conformada aceitação da vida. Tinha as orelhas um pouco saltadas do crânio, o pomo-de-adão saliente, e era calvo, de uma calvície bem composta, que lhe adoçava a fisionomia subalterna(b). Ao chegar à repartição no seu lento passo de cegonha, sempre de guarda-chuva pendente do braço, trocava o paletó de casemira azul por outro de alpaca preta e instalava-se na sua cadeira rotativa. Sentado, sua longa espinha dorsal vergava, numa curva de caniço puxado pelo peixe, que no seu caso eram a caneta e a pena. Quando se erguia, parecia desembainhar a espinha, crescendo de tamanho(c).

Guilhermino ali sentava às onze horas, ou pouco antes e às cinco e trinta se levantava para ir embora. Conservador por natureza, teve ele a boa fortuna de servir sempre na mesma repartição, no mesmo prédio e na mesma sala, desde que entrou no serviço público. Ao ser empossado, deram-lhe aquela mesa. Não queria outra.(d)

A repartição, com a sua sala, os seus móveis e os seus funcionários, constituía o mundo ideal de Guilhermino. Somente ali, experimentava a sensação ambiental de plenitude que há de gozar o peixe na água e o *pássaro nos ares.

Entretanto, malgrado a euforia que o deixava mais a gosto na repartição do que na porta-e-janela de seu modesto lar suburbano, Guilhermino nunca deixava de abandonar a mesa de trabalho à hora fixada no Regimento para o fim do expediente.

— A lei é a lei — dizia.

Não há exagero em afirmar-se que a sua casa de subúrbio, adornada de cortinas de renda, com um vaso de tinhorão à entrada, era, para ele, o lugar onde aguardava que a repartição voltasse a abrir: de pijama, os pés nos chinelos de trança, lendo o seu jornal ou conversando com os vizinhos, estava ali de passagem.

Para sermos exatos, era na repartição, à sua mesa de trabalho, que Guilhermino Pereira se sentia realmente em casa.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria. Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.

Assinale a alternativa em que aparecem traços do tradicionalismo e/ou da índole burocrática de Guilhermino.

 

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2459388 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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Analise as seguintes afirmativas sobre os gêneros literários:
I. A comédia é uma espécie de gênero gramático, cujo objetivo predominante é fazer rir.
II. O gênero épico apresenta um narrador que deseja comunicar alguma coisa a outrem.
III. O gênero lírico é caracterizado pela subjetividade, traz um “eu” que exprime emoções, reflexões, disposições psíquicas.
São VERDADEIRAS as afirmativas:
 

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2457525 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
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Leia o texto a seguir:

Cárcere das almas

Cruz e Souza

Ah! toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual nobreza
Olhando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço funéreo!

Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

No soneto “Cárcere das Almas” percebemos com nitidez a dicotomia existencial do poeta angustiado, ser humano conflitado entre:

 

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2454589 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
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O diálogo entre duas ou mais obras de arte chamamos de intertextualidade. Ela pode ser observada em qualquer manifestação cultural, inclusive na literatura. Muitos poetas “reinventaram” a “Canção do exílio”, partindo desse poema de Gonçalves Dias criaram intertextos do poema.

Canção do exílio

Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,

onde canta o sabiá;

As aves que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

(...)

Canção do exílio

Murilo Mendes

Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

(...)

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil rés a dúzia

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!

Outra Canção do exílio

Eduardo Alves da Costa

Minha terra tem Palmeiras

Corinthians e outros times

De copas exuberantes

Que ocultam muitos crimes.

As aves que aqui revoam

São corvos do nunca mais,

A povoar nossa noite

com duros olhos de açoite

que os anos esquecem jamais.

Em cismar sozinho, ao relento,

sob o céu poluído, sem estrelas,

Nenhum prazer tenho eu cá...

....................................

Murilo Mendes e Eduardo Alves da Costa estabelecem intertextualidade em relação a Gonçalves Dias por:

 

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2453751 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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O texto NÃO exemplifica corretamente o estilo de época em:
 

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2451784 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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NÃO caracteriza o Simbolismo:
 

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2451296 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
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Leia o texto a seguir:

COTA ZERO

Carlos Drummond de Andrade

Stop

A Vida parou

ou foi o automóvel?

Podemos afirmar que no texto acima há tudo que se diz abaixo, exceto:

 

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2440333 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Barricada

Enunciado 2440333-1

Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz

Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.

A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item

A simplicidade dos versos do poema Barricada é característica contrastante com o restante da produção poética de Oswald de Andrade, em que predominam cortes elípticos.

 

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2440331 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Barricada

Enunciado 2440331-1

Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz

Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.

A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item

A partir da representação de cenas do cotidiano, Oswald de Andrade construiu um lirismo amoroso fortemente marcado pela idealização de suas companheiras durante a vida.

 

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