Foram encontradas 348.848 questões.
Provas
I. “O vento cantava entre as árvores” — personificação.
II. “Estou morrendo de sede” — hipérbole.
III. “Ela chorou rios de lágrimas” — metáfora.
Assinale a alternativa correta.
Provas
I. O sujeito pode ser simples ou composto.
II. O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.
III. Toda oração possui objeto direto.
Assinale a alternativa correta.
Provas
Provas
Provas
Tuiupé e o maracá mágico
Quem gostar de ouvir história levante bem alto a mão, pois vou contar uma linda preste bastante atenção!
A nossa história inicia num tempo muito distante. Bem no meio da floresta vivia essa habitante.
Tuiupé era seu nome, cunhãtaí bem sapeca. Tomava banho de rio e era levada da breca.
Os povos originários viviam em segurança. Aquele era um tempo bom, de paz, amor e bonança.
O pai da nossa menina era o pajé Saracura, que com amor protegia cada viva criatura.
Juntos recolhiam plantas, flores, frutos e raízes para preparar remédios, estavam sempre felizes.
A avó de Tuiupé se chamava Yacunã, sabia tudo de ervas, era uma sábia anciã.
Com sua mãe Tuiupé cedo aprendeu a cantar, trançar palha, fazer cestos, usar rede pra pescar.
TABAJARA, Auritha; TÔRRES, Paola. Tuiupé e o maracá mágico. Ilustração de Tai. São Paulo: Cia das Letrinhas, 2024. p. 5-6.
O Texto III constitui a apresentação da personagem Tuiupé do livro Tuiupé e o maracá mágico.
A fim de promover uma reflexão crítica em estudantes de 3o e 4o anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental sobre a história, é adequado explicitar que a construção estética positiva de Tuiupé e sua família ocorre no texto por meio do uso de
Provas
Texto I
A importância do ato de ler
Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.
Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto [...] se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.
Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga- -espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. [...]
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989. p. 6-7.
Provas
Texto XVII

VEJA o santinho de Fernanda Torres que Wagner Moura levou ao Globo deOuro. Portal Metrópoles. Disponível em em: https://www.metropoles. com/entretenimento/veja-o-santinho-de-fernanda-torres-que-wagner-moura-levou-ao-globo-de-ouro. Acesso em: 28 jan. 2026. Adaptado.
O santinho é um gênero textual de teor político e derivado da esfera religiosa. O Texto XVII foi distribuído entre a equipe do filme O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, na cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2026.
Para a efetivação da produção de sentidos sobre esse texto, que principal princípio discursivo deve ser mobilizado pelo estudante?
Provas
Texto XVI
Ainda estou aqui
Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…
[...]
Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.
Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.
Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.
A língua varia com base em múltiplos fatores. Dessa forma, faz-se necessário substituir as noções de “certo” e “errado” pelas de “adequado” ou “inadequado” a depender dos diferentes objetivos e contextos discursivos.
Em “Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo.” (parágrafo 1), a(o)
Provas
Texto XVI
Ainda estou aqui
Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…
[...]
Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.
Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.
Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.
O trecho do livro Ainda estou aqui (Texto XVI), de Marcelo Rubens Paiva, promove uma reflexão sobre a criação artística.
Segundo o narrador, a construção narrativa de sua obra compara-se ao(à)
Provas
Caderno Container