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4042059 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


O raleio de fim de ano
    O agricultor caminha pelo pomar de pessegueiros com o olho apurado para fazer o raleio. É quando ele decide quais frutos vai tirar do pé ainda pequenos para que a árvore tenha força de nutrir os pêssegos que ficam presos aos galhos e, que assim, esses cresçam e fiquem ainda mais bonitos.
    A nossa vida exige escolhas. Um raleio para limar aquilo que só consome nossa energia e nos impede de crescer e dar valor ao que, de fato, importa.
    “Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa”
    Pensando bem, tudo que abandonei é tão importante como os meus sonhos. Poderia até dizer que abrir mão tem um preço, muitas vezes bem alto. E é essa a responsabilidade em fazer as escolhas da vida adulta. Como garantir bons frutos?
    E não há época melhor para esse raleio do que o fim do ano. Nossa lógica é acumular: planos, metas, tarefas. Queremos fazer tudo, começar tudo, abraçar tudo. Mas já parou para pensar no que você gostaria de não fazer mais? Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa.
    O raleio é um ato de coragem. É dizer “não” para algumas coisas para que outras possam florescer. É abrir mão de caminhos que pareciam promissores, mas que não cabem mais na nossa história. É aceitar que não somos infinitos. Nem em tempo, nem em energia. E que, para viver melhor, precisamos escolher.
    No pomar, o agricultor sabe que não pode deixar todos os frutos no galho. Se fizer isso, nenhum deles será bom. Na vida, acontece o mesmo: quando tentamos abraçar tudo, acabamos sem força para nutrir o que realmente vale a pena.
    Quantas vezes ao longo desse ano você chegou em casa esgotado. Não é apenas cansaço físico e mental, mas com a sensação de caminhar, correr e permanecer no mesmo lugar, sentindo as mesmas sensações. O frio na barriga do novo ainda existe na tua rotina?
    No fim, o segredo não está em ter tudo. Está em escolher bem o que fica.
    Mas saber o que fica, o que vai embora? No pomar até existe uma lógica, mas e na vida? Acredite na intuição, ela é poderosa e deve ser usada justamente nesses momentos. Vá em frente: banque suas escolhas.
    Então, antes de virar a página do calendário, faça seu raleio. Tire do galho aquilo que não faz sentido, que pesa, que não te leva aonde você quer chegar. Porque, assim como no pomar, é a escolha certa que garante os frutos mais doces.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho “um raleio para limar aquilo que só consome nossa energia”, a palavra limar é empregada em sentido figurado. Nesse contexto, apresenta como sinônimo mais adequado:
 

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4042058 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


O raleio de fim de ano
    O agricultor caminha pelo pomar de pessegueiros com o olho apurado para fazer o raleio. É quando ele decide quais frutos vai tirar do pé ainda pequenos para que a árvore tenha força de nutrir os pêssegos que ficam presos aos galhos e, que assim, esses cresçam e fiquem ainda mais bonitos.
    A nossa vida exige escolhas. Um raleio para limar aquilo que só consome nossa energia e nos impede de crescer e dar valor ao que, de fato, importa.
    “Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa”
    Pensando bem, tudo que abandonei é tão importante como os meus sonhos. Poderia até dizer que abrir mão tem um preço, muitas vezes bem alto. E é essa a responsabilidade em fazer as escolhas da vida adulta. Como garantir bons frutos?
    E não há época melhor para esse raleio do que o fim do ano. Nossa lógica é acumular: planos, metas, tarefas. Queremos fazer tudo, começar tudo, abraçar tudo. Mas já parou para pensar no que você gostaria de não fazer mais? Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa.
    O raleio é um ato de coragem. É dizer “não” para algumas coisas para que outras possam florescer. É abrir mão de caminhos que pareciam promissores, mas que não cabem mais na nossa história. É aceitar que não somos infinitos. Nem em tempo, nem em energia. E que, para viver melhor, precisamos escolher.
    No pomar, o agricultor sabe que não pode deixar todos os frutos no galho. Se fizer isso, nenhum deles será bom. Na vida, acontece o mesmo: quando tentamos abraçar tudo, acabamos sem força para nutrir o que realmente vale a pena.
    Quantas vezes ao longo desse ano você chegou em casa esgotado. Não é apenas cansaço físico e mental, mas com a sensação de caminhar, correr e permanecer no mesmo lugar, sentindo as mesmas sensações. O frio na barriga do novo ainda existe na tua rotina?
    No fim, o segredo não está em ter tudo. Está em escolher bem o que fica.
    Mas saber o que fica, o que vai embora? No pomar até existe uma lógica, mas e na vida? Acredite na intuição, ela é poderosa e deve ser usada justamente nesses momentos. Vá em frente: banque suas escolhas.
    Então, antes de virar a página do calendário, faça seu raleio. Tire do galho aquilo que não faz sentido, que pesa, que não te leva aonde você quer chegar. Porque, assim como no pomar, é a escolha certa que garante os frutos mais doces.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No enunciado “o raleio é um ato de coragem”, a palavra “coragem” contribui para o sentido do texto ao associar as escolhas da vida adulta à ideia de:
 

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4042057 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


O raleio de fim de ano
    O agricultor caminha pelo pomar de pessegueiros com o olho apurado para fazer o raleio. É quando ele decide quais frutos vai tirar do pé ainda pequenos para que a árvore tenha força de nutrir os pêssegos que ficam presos aos galhos e, que assim, esses cresçam e fiquem ainda mais bonitos.
    A nossa vida exige escolhas. Um raleio para limar aquilo que só consome nossa energia e nos impede de crescer e dar valor ao que, de fato, importa.
    “Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa”
    Pensando bem, tudo que abandonei é tão importante como os meus sonhos. Poderia até dizer que abrir mão tem um preço, muitas vezes bem alto. E é essa a responsabilidade em fazer as escolhas da vida adulta. Como garantir bons frutos?
    E não há época melhor para esse raleio do que o fim do ano. Nossa lógica é acumular: planos, metas, tarefas. Queremos fazer tudo, começar tudo, abraçar tudo. Mas já parou para pensar no que você gostaria de não fazer mais? Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa.
    O raleio é um ato de coragem. É dizer “não” para algumas coisas para que outras possam florescer. É abrir mão de caminhos que pareciam promissores, mas que não cabem mais na nossa história. É aceitar que não somos infinitos. Nem em tempo, nem em energia. E que, para viver melhor, precisamos escolher.
    No pomar, o agricultor sabe que não pode deixar todos os frutos no galho. Se fizer isso, nenhum deles será bom. Na vida, acontece o mesmo: quando tentamos abraçar tudo, acabamos sem força para nutrir o que realmente vale a pena.
    Quantas vezes ao longo desse ano você chegou em casa esgotado. Não é apenas cansaço físico e mental, mas com a sensação de caminhar, correr e permanecer no mesmo lugar, sentindo as mesmas sensações. O frio na barriga do novo ainda existe na tua rotina?
    No fim, o segredo não está em ter tudo. Está em escolher bem o que fica.
    Mas saber o que fica, o que vai embora? No pomar até existe uma lógica, mas e na vida? Acredite na intuição, ela é poderosa e deve ser usada justamente nesses momentos. Vá em frente: banque suas escolhas.
    Então, antes de virar a página do calendário, faça seu raleio. Tire do galho aquilo que não faz sentido, que pesa, que não te leva aonde você quer chegar. Porque, assim como no pomar, é a escolha certa que garante os frutos mais doces.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
Ao encerrar o texto, o autor reforça a ideia de que viver melhor envolve decisões difíceis e renúncias. A mensagem principal defendida é a de que:
 

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4042056 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


O raleio de fim de ano
    O agricultor caminha pelo pomar de pessegueiros com o olho apurado para fazer o raleio. É quando ele decide quais frutos vai tirar do pé ainda pequenos para que a árvore tenha força de nutrir os pêssegos que ficam presos aos galhos e, que assim, esses cresçam e fiquem ainda mais bonitos.
    A nossa vida exige escolhas. Um raleio para limar aquilo que só consome nossa energia e nos impede de crescer e dar valor ao que, de fato, importa.
    “Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa”
    Pensando bem, tudo que abandonei é tão importante como os meus sonhos. Poderia até dizer que abrir mão tem um preço, muitas vezes bem alto. E é essa a responsabilidade em fazer as escolhas da vida adulta. Como garantir bons frutos?
    E não há época melhor para esse raleio do que o fim do ano. Nossa lógica é acumular: planos, metas, tarefas. Queremos fazer tudo, começar tudo, abraçar tudo. Mas já parou para pensar no que você gostaria de não fazer mais? Talvez seja hora de tirar do galho aquilo que não faz sentido, para dar espaço ao que realmente importa.
    O raleio é um ato de coragem. É dizer “não” para algumas coisas para que outras possam florescer. É abrir mão de caminhos que pareciam promissores, mas que não cabem mais na nossa história. É aceitar que não somos infinitos. Nem em tempo, nem em energia. E que, para viver melhor, precisamos escolher.
    No pomar, o agricultor sabe que não pode deixar todos os frutos no galho. Se fizer isso, nenhum deles será bom. Na vida, acontece o mesmo: quando tentamos abraçar tudo, acabamos sem força para nutrir o que realmente vale a pena.
    Quantas vezes ao longo desse ano você chegou em casa esgotado. Não é apenas cansaço físico e mental, mas com a sensação de caminhar, correr e permanecer no mesmo lugar, sentindo as mesmas sensações. O frio na barriga do novo ainda existe na tua rotina?
    No fim, o segredo não está em ter tudo. Está em escolher bem o que fica.
    Mas saber o que fica, o que vai embora? No pomar até existe uma lógica, mas e na vida? Acredite na intuição, ela é poderosa e deve ser usada justamente nesses momentos. Vá em frente: banque suas escolhas.
    Então, antes de virar a página do calendário, faça seu raleio. Tire do galho aquilo que não faz sentido, que pesa, que não te leva aonde você quer chegar. Porque, assim como no pomar, é a escolha certa que garante os frutos mais doces.
Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No texto, o autor recorre à imagem do raleio no pomar para refletir sobre escolhas pessoais e limites humanos. A partir dessa metáfora, o sentido central do “raleio” na vida é o de:
 

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4042040 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes
    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.
    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.
    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.
    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.
    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.
    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.
    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.
    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No período “Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda”, o sujeito do verbo sublinhado é classificado como:
 

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4042039 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes
    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.
    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.
    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.
    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.
    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.
    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.
    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.
    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No trecho “Validar o brilho alheio parece fora de cogitação”, a palavra sublinhada exerce a função de:
 

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4042038 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes
    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.
    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.
    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.
    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.
    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.
    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.
    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.
    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
Ao contrapor a reação das pessoas diante dos vaga-lumes e diante de outros seres humanos, a autora evidencia:
 

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4042037 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes
    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.
    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.
    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.
    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.
    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.
    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.
    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.
    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No texto, a autora estabelece um paralelo entre o comportamento humano e o dos vaga-lumes para desenvolver uma reflexão crítica. A ideia central defendida é a de que:
 

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4042036 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Novo Horizonte-SP
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes
    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.
    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.
    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.
    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.
    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.
    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.
    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.
    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do segundo parágrafo do texto?
 

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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Acesso à internet na primeira infância mais do que dobrou desde 2015
       O acesso à internet na primeira infância mais que dobrou em menos de uma década no Brasil, passando de 11%, em 2015, para 23%, em 2024. Isso inclui quase metade (44%) dos bebês de até 2 anos e 71% das crianças de 3 a 5 anos. Os dados fazem parte do estudo Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais, publicado pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) e divulgado recentemente.
       A publicação lembra que a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de telas para menores de 2 anos. Já a orientação para crianças entre 2 e 5 anos é que o tempo seja limitado a até uma hora por dia, sempre com supervisão de um adulto responsável.
       A pesquisa mostra que desigualdades sociais têm impacto direto nos números. Segundo o levantamento, 69% das crianças de famílias de baixa renda são expostas a tempo excessivo de tela. Quanto menor a renda, maiores as chances de as telas substituírem o convívio e o brincar, elementos considerados essenciais para o desenvolvimento infantil.
       Uma das coordenadoras da publicação, a professora associada sênior da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, Maria Beatriz Linhares afirma que “o tempo excessivo de tela na primeira infância, especialmente entre crianças de famílias de baixa renda, revela um contexto de sobrecarga e falta de apoio às famílias”.
       O estudo ouviu 822 cuidadores de crianças de 0 a 6 anos e revelou que 78% das crianças de 0 a 3 anos estão expostas às telas diariamente, apesar de os responsáveis reconhecerem a importância de impor limites.
       A professora Maria Thereza Souza, do departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade da Universidade de São Paulo (USP), diz que a qualidade do conteúdo e o uso passivo e excessivo das telas afetam áreas cerebrais relacionadas à linguagem, à regulação das emoções e ao controle de impulsos.
       Há também um alerta para riscos associados à exposição a conteúdos violentos. Esse tipo de material pode reduzir a atividade de estruturas cerebrais responsáveis pela regulação do comportamento hostil e aumentar a ativação de áreas envolvidas na execução de planos agressivos.
       Videogames violentos e outros conteúdos desse tipo estão associados a maior risco de comportamentos hostis, dessensibilização à violência, ansiedade, depressão, pesadelos e maior aceitação da violência como forma de resolução de conflitos.
       Diante desse cenário, o NCPI destaca a necessidade de políticas públicas intersetoriais que integrem saúde, educação, assistência social e proteção de direitos. Entre as recomendações estão campanhas de sensibilização sobre o uso responsável das tecnologias, formação qualificada de profissionais, fiscalização da classificação indicativa e proteção contra conteúdos inadequados e publicidade abusiva.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/acesso-internet-na-primeira-infancia-mais-do-que-dobrou-desde-2015x (adaptado). 
Considerando o período “O estudo ouviu 822 cuidadores”, a reescrita correta desse enunciado no futuro do pretérito do indicativo, mantendo o sentido verbal e a estrutura sintática, é:
 

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