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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
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Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço
de participação e construção da coletividade” para responder à questão.
A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para
investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária
e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica,
mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para
rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar,
assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da
implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para
ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou
seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e
deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida
a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel
importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos,
que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos
(Paro, 2001; Asbahr, 2022).
Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência
Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E
Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
I. O artigo científico caracteriza-se pela defesa de um ponto de vista ou de resultados de pesquisa, sustentados por argumentação e fundamentação teórica.
II. Esse gênero faz uso de linguagem objetiva, impessoal e formal, com vocabulário técnico e emprego recorrente de referências a autores, leis ou pesquisas.
III. O artigo científico tem como finalidade principal narrar fatos de maneira imediata, priorizando a subjetividade do autor.
IV. A organização do artigo científico envolve a apresentação de um problema, o desenvolvimento argumentativo e considerações finais fundamentadas.
V. O artigo científico exige, como característica obrigatória, o uso exclusivo de dados estatísticos e gráficos.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Leia o excerto a seguir:
"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas
velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que
distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse
da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco
dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia
ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar.
Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por
conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para
confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade
fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o
pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida
nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa,
sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona
Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando
na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."
(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
( ) O atraso escolar apresenta maior incidência entre estudantes negros do que entre estudantes brancos.
( ) A falta de conexão entre a escola e a vida dos estudantes contribui para o enfraquecimento do vínculo escolar.
( ) O texto afirma que a distorção idade-série decorre exclusivamente de falhas individuais dos alunos.
( ) Entre os meninos, a taxa de atraso escolar é superior à observada entre as meninas.
( ) O aumento da escolaridade da população adulta elimina os efeitos do atraso escolar sobre a inserção profissional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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A questão se refere ao texto a seguir.
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
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Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio
persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à
série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora
alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia
13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os
obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2%
apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A
desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados,
frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada
em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade
que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais
vulneráveis.
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso
superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando
a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante.
Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e
institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.
Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e
menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de
fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os
estudos.
Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos
estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou
que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de
sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar.
Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode
se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e
educacionais.
O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se
estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade,
com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024,
segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.
O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE,
possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador.
Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um
investimento em mobilidade social e em produtividade econômica.
Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e
com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas
pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.
A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência
dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores,
a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada
trajetória é única e exige soluções adaptadas.
O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024
mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços
conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos
os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores
oportunidades de vida.
(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42-
milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
I. Os dados apresentados indicam que houve redução no percentual de estudantes em distorção idade-série entre 2023 e 2024.
II. O texto defende que o atraso escolar deve ser compreendido apenas como consequência de problemas pedagógicos internos à escola.
III. A estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar” propõe ações que consideram as especificidades dos contextos locais e as trajetórias individuais dos estudantes.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A questão se refere à tirinha a seguir.

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