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Conforme Simonetti (2011), o paciente na UTI apresenta algumas especificidades que requerem do psicólogo aperfeiçoamento e adaptação das condutas. Analise as sentenças a seguir:
Pelo fato de a maioria dos pacientes internados apresentar dificuldade de falar, o psicólogo pode criar novas formas de linguagem (1ª parte). É importante mencionar que o objetivo da comunicação nessas situações é menos passar informações e muito mais marcar presença, facilitar a expressão das emoções e diminuir a solidão (2ª parte). Para os pacientes internados na UTI que estão em coma, ainda está mantida alguma forma de comunicação. O psicólogo fala para ele e sobre ele, havendo ainda subjetividade nesses casos (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
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A promoção dos cuidados psicológicos em UTI Neonatal requer o conhecimento das idiossincrasias que atravessam a construção do vínculo entre mãe, pai e o filho recém-nascido. Nessa lógica, Lebovici (1987), referido no livro Psicologia em Unidade de Terapia Intensiva: intervenções em situações de urgência subjetiva (Almendra et al., 2018), propõe a existência de três tipos de representação dos bebês na organização psíquica dos pais: o bebê imaginário, o bebê fantasmático e o bebê real. Sobre esses conceitos, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. O bebê imaginário é uma representação dos pais, relacionando-se ao narcisismo parental. É construído durante a gestação e diz respeito às projeções dos pais sobre o bebê, incluindo características imaginadas por eles (traços, personalidade, sexo etc.).
II. O bebê fantasmático refere-se à história infantil de cada um dos pais, refletindo suas fantasias inconscientes e a forma como se organizam edipicamente.
III. O bebê real é aquele que confronta os pais com sua alteridade e se apresenta de forma mais efetiva a partir do nascimento.
IV. Para que os pais e o bebê real possam estabelecer uma relação, os pais precisam iniciar um trabalho de luto pelo bebê fantasmático.
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No capítulo 4, A clínica entre vários: o que esperam de nós?, do livro Intervenções Psicológicas na Intubação: da clínica do agora a clínica do depois (2022), se descreve a relação da equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos) com a psicologia. Os relatos dos profissionais demonstraram o que esperam da atuação do psicólogo no preparo do paciente para ser intubado:
I. A equipe espera que o psicólogo seja capaz de esclarecer, desmistificar os possíveis mitos e crenças do paciente e da família acerca da intubação.
II. Os profissionais apontam um diferencial do psicólogo em saber intervir nas demandas emocionais que o processo de intubação exige. Descrevem como um “jeitinho especial” de lidar com essas demandas.
III. A condução do psicólogo na videochamada do paciente consciente com alguém que ele deseja falar possibilita um acolhimento dos sentimentos que permeiam a situação de intubação.
Assinale a alternativa CORRETA:
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No livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista et al., 2021), capítulo 10, as autoras Fernandes e Santos (2021) focalizam a assistência psicológica durante a visita de irmãos de recém-nascido (RN) internado em UTI neonatal. Desse modo, analise os itens a seguir, marque V (verdadeiro) ou F (falso) e assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA:
( ) A primeira conduta diante da solicitação de visita de irmãos é a orientações aos pais, a fim de estimular repertórios de manejos adaptativos à nova configuração familiar que está se constituindo, para que a ação impacte essa família no seu contexto privado.
( ) Comumente, a solicitação de visita do(s) irmão(s) é realizada pela mãe e/ou pai do RN, que amiúde relatam queixas sobre o surgimento de dificuldades relacionadas com rotinas diárias, escola, distúrbios alimentares, de sono, entre outros, a partir da internação do RN.
( ) Intervém-se junto à família, com a mediação da Enfermagem da unidade, que fotografa o RN com máquina fotográfica ou celular trazida pela família (responsabilizando a família pela imagem), para que a foto seja um primeiro recurso de aproximação do irmão em ambiente externo com o RN.
( ) Os irmãos visitantes com idade igual ou superior a 10 anos não participam do protocolo de visita de irmãos ao RN internado em UTI, pois têm a possibilidade de visitação no horário oferecido diariamente aos demais parentes e amigos da família, mediante agendamento prévio realizado pelos pais.
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O livro Psicologia em Unidade de Terapia Intensiva: intervenções em situações de urgência subjetiva (2018) aborda, em um dos seus capítulos, um caso de síndrome de encarceramento, a qual é descrita como uma doença neurológica rara, com preservação do nível de consciência e da cognição, tetraplegia (paralisação de alguns membros do corpo) e incapacidade de articular palavras e de deglutir. Sobre o atendimento psicológico de pacientes com essa síndrome, assinale a alternativa correta.
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Os cuidados paliativos se destinam às doenças ameaçadoras da vida, sejam agudas ou crônicas. Identifique dentre os itens a seguir os que apontam os princípios norteadores dos cuidados paliativos, referidos no Manual de Cuidados Paliativos (CP) do Hospital Sírio Libanês (2023). Marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA.
( ) Iniciar o mais precocemente possível o acompanhamento em cuidados paliativos junto a tratamentos modificadores da doença.
( ) Perceber o indivíduo em sua completude, incluindo aspectos psicossociais e espirituais no cuidado.
( ) Promover avaliação, reavaliação e alívio impecável da dor e de sintomas geradores de desconforto.
( ) Oferecer o melhor suporte ao paciente, focando na melhora da qualidade de vida e na cura.
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Oliveira (1993), citada no livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista, 2021), discorre a respeito da doença e da internação sob o olhar da criança hospitalizada. Em conformidade com a autora, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. A hospitalização, os procedimentos médicos realizados e a própria doença podem surgir, na percepção da criança, como punição, castigo ou algo estreitamente relacionado com culpa.
II. A sensação de estranhamento ao ambiente hospitalar (instalações, equipamentos, rotinas etc.), bem como a sensação de abandono (quando a função de cuidar não é desempenhada por quaisquer das pessoas que cercam a criança cotidianamente) podem contribuir para a emergência de comportamentos desadaptativos da criança no processo de hospitalização.
III. O hospital pode ser visto pela criança como um local de proibições que promove a infantilização, visto que as crianças grandes são colocadas em berços e alimentadas por mamadeiras.
IV. A vivência da doença e do processo de hospitalização repercute na manifestação de reações psicológicas, como regressão, passividade, estereotipia e tentativa de suicídio.
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No livro Intervenções Psicológicas na Intubação: da clínica do agora à clínica do depois (2022), há relatos de uma pesquisa com pacientes sobre as memórias de UTI após a internação, como o seguinte: “tive alucinações terríveis, mas não sei o momento em que isso ocorreu. Muita coisa guardei para mim, outras tento esquecer. E já esqueci boa parte”. Sobre as memórias ilusórias pós-UTI, assinale a alternativa CORRETA de acordo com os resultados da pesquisa:
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Para Monteiro, Rutherford e Paula (apud Almendra et al., 2018), o luto é uma vivência contínua frente a diversos eventos que impõem um ciclo de rompimento e de reconstrução ao longo da vida. Independente das especificidades de cada perda, o luto envolve várias dimensões: física, emocional, comportamental, intelectual, espiritual e social. Sobre os processos que permeiam as perdas e o luto, analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) Os familiares de pacientes que morreram em UTI são considerados vulneráveis às sequelas psicológicas, como ansiedade generalizada, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), psicose e luto complicado.
( ) No caso de mortes esperadas resultantes de doenças graves, há um período prolongado de estresse, intensificando o esgotamento emocional e financeiro da família. Nessa situação, pode ser que a família deseje a morte, suscitando sentimentos ambivalentes de culpa.
( ) O luto antecipatório é um processo que o psicólogo pode incentivar para todos os familiares, pois a antecipação da perda envolve uma gama de respostas emocionais precoces que podem ser dissolvidas e elaboradas.
( ) É preciso considerar também o sofrimento experienciado pela equipe de saúde intensivista, que poderá vivenciar o luto não reconhecido, e refere-se às perdas que não podem ser abertamente apresentadas e socialmente validadas.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
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No livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista, 2021), os autores Rosa e Rodrigues (2021) atestam que a autonomia, a família, a multidisciplinaridade e a espiritualidade no processo do cuidar são ressignificados diante da impossibilidade de cura e da proximidade da morte. Particularmente à dimensão da espiritualidade, a obra elucida que
I. a espiritualidade emerge como meio de entendimento do processo de doença e enfrentamento da nova realidade e do futuro desconhecido, sendo parte essencial dos cuidados paliativos (Saad et al., 2001).
II. a espiritualidade compõe aquilo que dá sentido à vida, configurando um sentimento pessoal que estimula um interesse pelos outros e por si; uma explicação; um sentido para a vida capaz de fazer suportar sentimentos debilitantes de culpa, raiva e ansiedade (Saad et al., 2001).
III. o cuidado espiritual se associa não somente à melhor qualidade de vida do paciente em doença avançada, como também influencia os cuidados do final de vida (Balboni et al., 2011).
IV. a ausência do cuidado espiritual nos cuidados do final de vida está relacionada a tratamentos médicos mais agressivos e desnecessários, associados a uma maior carga de sintomas e angústia dos pacientes, ao maior número de falecimento entre familiares e aos altos custos médicos, sobretudo entre as minorias e os pacientes de alto enfrentamento religioso (Balboni et al., 2011).
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