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Uma médica de 35 anos de idade, com histórico de dois episódios depressivos ao longo da vida, relatou que, há dois meses, vinha apresentando quadro de cansaço intenso descrito por “prostração profunda”, tristeza, perda de peso, prejuízo na atenção e concentração, insônia terminal e piora dos sintomas no período matutino. Contou que, nas últimas semanas desse episódio, passou a faltar aos seus plantões, algo que jamais acontecera em seu histórico laboral. Após consulta com psiquiatra, foi diagnosticada com transtorno depressivo maior com características melancólicas e iniciou uso de venlafaxina XR 150 mg pela manhã. Um mês depois, retornou ao psiquiatra. Enquanto aguardava na sala de espera, sorridente, conversava com as pessoas e fazia piadas com o secretário, embora não tivesse intimidade com ele. Ao entrar no consultório, abraçou o psiquiatra e lhe deu um beijo no rosto, agradecendo-o pela “pílula da felicidade”. Informou que, nas últimas três semanas, “estava feliz como nunca havia se sentido em toda a sua vida, namorando dois colegas do hospital e com disposição para namorar mais”, dormia apenas 4 horas por dia, mas acordava disposta e mantinha suas atividades laborativas das 7 às 21 horas. Diante da situação, o psiquiatra optou pela suspensão da venlafaxina e agendou uma reavaliação para duas semanas. A paciente retornou ao consultório após um mês, sem medicação, sem qualquer alteração em relação à última avaliação.
A respeito desse caso clínico, assinale a opção correta.
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Em uma unidade de saúde da família que implementou o acolhimento em roda, aguardam atendimento
Ana, Beto, Carla e Douglas. Ana, de 56 anos de idade, empregada doméstica, em acompanhamento por transtorno depressivo moderado, tinha aumentado a dose de fluoxetina havia 4 semanas e está pensando em suspender a medicação.
Beto, um homem jovem, está preocupado por apresentar ardência ao urinar, sintoma que tinha surgido depois de ele ter-se relacionado com uma profissional do sexo.
Carla, puérpera (parto normal), levou sua filha, de 5 dias de vida, para a primeira consulta, relatando que a bebê estava “com o olhinho remelando muito e inchado” (sic).
Douglas, idoso, em uso de sonda vesical de demora, dormia em cadeira de rodas. Conforme relato de um familiar que o acompanhava, fazia dois dias que o idoso estava sonolento, “quentinho” (sic), sem querer comer nada e com fezes amolecidas.
A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta, de acordo com a Política Nacional de Humanização e com o Caderno de Atenção Básica 28 – acolhimento à demanda espontânea (volumes I e II).
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Sobre o tratamento de acordo com o diagnóstico de ansiedade, assinale a alternativa correta que contenha a indicação de primeira linha.
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Cerca de 40% dos pacientes da atenção primária com depressão abandonam o tratamento e interrompem a medicação se a melhora sintomática não for notada no prazo de um mês.
A classe de medicamentos mais frequentemente utilizada como droga de escolha para o tratamento inicial nos quadros depressivos é:
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São aspectos clínicos preditivos de transtorno bipolar, exceto:
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Assinale a alternativa incorreta. Em relação ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), está incorreto afirmar.
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Assinale a alternativa correta. Em relação à contratransferência, assinale V para verdadeiro e F para falso:
( ) Leva em conta que os psicoterapeutas são, em parte, muito semelhantes aos seus pacientes, e, portanto, como estes, apresentam contratransferência, os terapeutas apresentam transferência.
( ) O entendimento de Freud sobre contratransferência era estrito e estava relacionado a conflitos
não resolvidos do inconsciente do terapeuta.
( ) Winnicott, ao avaliar pacientes graves, sugeriu que a contratransferência seria também uma reação natural ao comportamento do paciente, sendo que sentimentos como ódio poderiam ser conscientemente e corretamente sentidos pelo terapeuta, não indicando, necessariamente, uma
( ) Pelo risco de tratarem-se de conflitos não resolvidos no inconsciente do terapeuta, não devemos utilizar os sentimentos contratransferências como fontes de informações confiáveis na prática psicoterápica.
( ) As conceituações modernas de contratransferência auxiliam o trabalho com pacientes portadores de transtornos de personalidade graves que buscam auxílio da psiquiatria psicodinâmica.
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O TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - é um distúrbio neurobiológico reconhecido pela OMS e que pode ser observado desde a infância e a adolescência, principalmente em idade escolar. Entretanto, pode também persistir na vida adulta. Sobre TDAH em adultos, assinale a alternativa correta:
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Sra. B é uma mulher de 35 anos que se apresenta para a consulta acompanhada pelo companheiro. Diz estar buscando ajuda por não conseguir mais sair de casa ou ficar sozinha. Alega que, há 6 meses, vem apresentando episódios de curta duração com sintomas do tipo taquicardia, falta de ar, dormências, calor pelo corpo e sensação de perda de controle. Refere que, por duas vezes, teve a sensação de ver-se fora do corpo, distanciada de si mesma. O quadro teve início após conflitos que levaram à troca forçada de turno no trabalho. O cônjuge relata que O quadro está interferindo também em sua rotina laborativa, pois a paciente liga, em várias ocasiões, solicitando sua presença. Várias vezes, foi atendida em serviço de pronto atendimento médico e liberada em seguida, sem que se constatasse qualquer anormalidade em exames. O diagnóstico mais provável e a melhor escolha medicamentosa para o momento são transtorno:
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Paciente sexo feminino, 28 anos, afirma que um apresentador de televisão está apaixonado por ela, que lhe manda mensagens pela TV e que vão ficar juntos. Está muito irritada com a família que a impediu de abordá-lo na rua: "ele fingiu que não me conhecia; não entendi, alguém deve ter mandado ele fazer isso. Ele apareceu ali para me ver. Ele chama meu nome, eu ouço". A paciente sente-se com muita energia, fala o tempo todo sobre seu pretendente e os planos dos dois. Dorme pouco, compra roupas e objetos para decorar a casa, fora de seu padrão de gastos. À noite, maquia-se e cuida dos cabelos, esperando receber a visita do suposto namorado. A família conta que está assim há 2 meses. Não há relatos de outras alterações psicopatológicas ao longo da vida. Os exames laboratoriais e de imagem cerebral não mostraram alterações. O diagnóstico mais provável diante desse episódio é:
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