O caso clínico abaixo servirá de base para responder à questão.
Andrea, 28 anos, comparece à UBS desejando atendimento no dia 15 de setembro de
2019. Refere atraso menstrual, náuseas e fadiga. Desconfia que esteja grávida, pois
teve relação sexual sem uso de método contraceptivo. No momento, encontra-se com
humor deprimido e queixa-se de anedonia com piora nas últimas 4 semanas, quando
discutiu com o companheiro, o qual a sugeriu abortar a gravidez . Sua família de origem
mora em outra cidade; relata ter uma relação abusiva no trabalho.
Ao tratar dos sintomas relacionados à mudança de humor, Andrea revela que já teve quadro
semelhante antes de engravidar e que usou medicação antidepressiva por um ano,
abandonando o tratamento por dificuldades de sair do trabalho para realizar consultas
médicas. Nesse sentido, para o rastreio de transtorno depressivo nessa paciente, é adequado
Para o tratamento de transtornos ansiosos, os Inibidores Seletivos da Recaptação de
Serotonina (ISRS) são considerados como terapêutica de primeira linha. Para um paciente
que deseja, por meio de uma única medicação, tratar a ansiedade, aumentar o apetite e
melhorar o sono, a droga de escolha é
Os sintomas de síndrome de abstinência do álcool (SAA),
geralmente, iniciam em 4 a 12 horas, após a interrupção ou
diminuição do uso do álcool. Seu quadro clínico está
relacionado ao aumento da atividade autonômica, podendo
incluir tremores de extremidades e da língua, ansiedade,
sudorese, taquicardia, aumento da pressão arterial, insônia,
alteração do humor, cefaleia, vômitos, náuseas, inquietação,
aumento da sensibilidade ao som e cãibras musculares. É
possível classificar a gravidade da SAA, nos níveis
leve/moderado e grave.
De forma mais objetiva, qual instrumento pode ser utilizado
para classificar a síndrome de abstinência alcoólica?
Senhor Mário, sexo masculino, 50 anos, casado, evangélico, 4
filhos, pedreiro é levado pela esposa para atendimento médico,
na unidade básica de saúde, com relato de que, há cerca de
três semanas, vem evoluindo com quadro de tristeza,
isolamento social, faltas frequentes ao trabalho, redução do
apetite e consequente perda de peso, insônia inicial, desânimo,
perda da energia, choro fácil e ideação suicida. Também parou
de realizar atividades que, antes lhe davam prazer, como jogar
futebol e encontrar-se com os amigos. Relatou episódio
semelhante quando era mais jovem, mas percebe os sintomas
atuais de forma mais intensa. Como fatores estressores, relata
que está passando por dificuldades financeiras e que um dos
filhos está usando drogas. Negou uso de álcool ou outras
drogas. Negou sintomas, como alucinações ou delírios. Como
comorbidades, apresenta hipertensão arterial.
Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA que
apresente hipótese diagnóstica para o caso do paciente.
Homem, 60 anos, etilista de longa data, apresenta
confusão mental, oftalmoplegia com nistagmo e ataxia
cerebelar de instalação aguda, associados à prostração,
hipotensão arterial e hipotermia.
O diagnóstico neurológico emergencial é de
Homem, 83 anos, hipertenso e diabético, sem história
prévia de transtornos mentais, é levado para consulta
com a esposa relatando que o marido, nos últimos dois
dias, começou a queixar que há pessoas que visitam seu
quarto à noite e querem agredi-lo, o que tem gerado bastante agitação noturna. Durante o dia, tem permanecido
sonolento, com dificuldade para realizar as atividades
cotidianas, até mesmo para se alimentar ou cuidar de sua
higiene. O paciente não apresenta queixas e mostra-se
aparentemente orientado no momento da consulta. Exame físico sem maiores anormalidades. Exames laboratoriais: hemograma revela 12 800 leucócitos/mm³; exame
de urina com 1 milhão de leucócitos e nitrito positivo.
O tratamento correto dos sintomas psiquiátricos será feito com a administração de
A complicação neuropsiquiátrica mais comumente vista em pacientes internados e
que têm como fatores precipitantes do quadro as infecções, cirurgias, fármacos anticolinérgicos e
sedativos e o barulho excessivo, é:
“Não doutor, tomo só Dipirona quando sinto dor. Mas já que
você tocou no assunto, queria um medicamento para parar de
fumar. Eu até já mudei alguns hábitos. Estou preocupada. Meu
pai morreu de enfisema quando tinha 55 anos e minha mãe morreu de derrame aos 60 anos. Além do mais, meus três irmãos,
dois deles (um com 49 anos e o outro com 44 anos) têm diabetes.
Minha irmã de 46 anos está bem de saúde. ”
De acordo com o modelo Transteorético de Prochaska e DiClementi (1982), a fase em que se encontra esta pessoa em relação
à vontade de parar de fumar é a da
Pacientes com problemas de saúde mental e que apresentam história de uso de
antidepressivos, associada à presença de sintomas psiquiátricos como agitação, insônia e humor
exaltado, sintomas autonômicos como taquicardia, taquipneia, diarreia, febre e hiperidrose e sintomas
neurológicos como incoordenação, midríase, acatisia, tremores e rigidez, estão sob risco de uma
condição ameaçadora à vida, mais diretamente relacionada com: