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Na violência de gênero, as ações violentas são
produzidas em contextos e espaços relacionais, portanto,
interpessoais, que têm cenários societais e históricos não
uniformes. A centralidade das ações violentas — físicas,
sexuais, psicológicas, patrimoniais ou morais — incide sobre a
mulher, tanto no âmbito privado-familiar quanto nos espaços de
trabalho e públicos.
Lourdes Maria Bandeira. Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. In: Sociedade e Estado, 29(2), maio-ago./2014, p. 451 (com adaptações).
Além do próprio gênero, há uma miríade de fatores responsáveis pela produção da violência de gênero.
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Em termos históricos, a gestão do complexo
capitalista-escravocrata no Brasil requereu, no marco de um
projeto de construção nacional socialmente excludente e de
modernização pelo alto, a montagem de uma maquinaria
institucional de controle preventivo e repressivo de condutas das
classes desprivilegiadas, operando como suporte das distinções
de classe e raça que importavam manter na passagem da colônia
à nação independente. Em certo sentido, a formação das polícias
no Brasil significou a transferência e a extensão das tecnologias
de poder mobilizadas pelo senhor no controle dos escravos para
os homens livres e pobres circulando pelas cidades em rota de
urbanização acelerada. Por aí se pode ver algo como a
constituição de um aparato repressivo de Estado no espelho da
gestão soberana, disciplinar e privada das classes subalternas.
Laurindo Dias Minhoto. Encarceramento em massa, racketeering de Estado e
racionalidade neoliberal. In: Lua Nova, 109, jan.-abr./2020, p. 175 (com adaptações).
A constituição das forças policiais no Brasil rompeu com expressões anteriores de controle e violência.
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- Estratificação e desigualdade social
- Desigualdades de raça, classe e gênero
- Formas de estratificação social
Em termos históricos, a gestão do complexo
capitalista-escravocrata no Brasil requereu, no marco de um
projeto de construção nacional socialmente excludente e de
modernização pelo alto, a montagem de uma maquinaria
institucional de controle preventivo e repressivo de condutas das
classes desprivilegiadas, operando como suporte das distinções
de classe e raça que importavam manter na passagem da colônia
à nação independente. Em certo sentido, a formação das polícias
no Brasil significou a transferência e a extensão das tecnologias
de poder mobilizadas pelo senhor no controle dos escravos para
os homens livres e pobres circulando pelas cidades em rota de
urbanização acelerada. Por aí se pode ver algo como a
constituição de um aparato repressivo de Estado no espelho da
gestão soberana, disciplinar e privada das classes subalternas.
Laurindo Dias Minhoto. Encarceramento em massa, racketeering de Estado e
racionalidade neoliberal. In: Lua Nova, 109, jan.-abr./2020, p. 175 (com adaptações).
A violência estatal atinge, desigualmente, a população brasileira, havendo um viés racial na maneira por meio da qual ela é praticada cotidianamente.
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Em termos históricos, a gestão do complexo
capitalista-escravocrata no Brasil requereu, no marco de um
projeto de construção nacional socialmente excludente e de
modernização pelo alto, a montagem de uma maquinaria
institucional de controle preventivo e repressivo de condutas das
classes desprivilegiadas, operando como suporte das distinções
de classe e raça que importavam manter na passagem da colônia
à nação independente. Em certo sentido, a formação das polícias
no Brasil significou a transferência e a extensão das tecnologias
de poder mobilizadas pelo senhor no controle dos escravos para
os homens livres e pobres circulando pelas cidades em rota de
urbanização acelerada. Por aí se pode ver algo como a
constituição de um aparato repressivo de Estado no espelho da
gestão soberana, disciplinar e privada das classes subalternas.
Laurindo Dias Minhoto. Encarceramento em massa, racketeering de Estado e
racionalidade neoliberal. In: Lua Nova, 109, jan.-abr./2020, p. 175 (com adaptações).
Quando se refere a um “aparato repressivo de Estado”, o texto apresentado indica haver uma complexa realidade e organização estatal desenhadas com o fim de exercer determinados tipos de violência.
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Com relação à transformação do trabalho, do emprego e das
desigualdades de renda no Brasil ao longo da primeira década do
século XXI, julgue o item a seguir.
As credenciais educacionais são uma variável pouco relevante para se compreender a desigualdade de renda.
As credenciais educacionais são uma variável pouco relevante para se compreender a desigualdade de renda.
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Com relação à transformação do trabalho, do emprego e das
desigualdades de renda no Brasil ao longo da primeira década do
século XXI, julgue o item a seguir.
A educação é um elemento crucial para se compreender a estrutura ocupacional e de emprego, contudo ela, por si só, é insuficiente para esgotar essa análise bastante complexa.
A educação é um elemento crucial para se compreender a estrutura ocupacional e de emprego, contudo ela, por si só, é insuficiente para esgotar essa análise bastante complexa.
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Os estudos quantitativos sobre a inserção no mercado de
trabalho no Brasil demonstraram que os negros estão sempre em
desvantagem em relação aos brancos nas chances de mobilidade
social, pois estão mais submetidos a um “ciclo de desvantagens
acumulativas”, que remete às desigualdades presentes na origem
social ou, mais precisamente, na ocupação e no nível educacional
dos pais, o que permanece nas esferas da educação e do trabalho
nas trajetórias de vida dos negros. Outro fator componente das
desvantagens acumulativas é a distribuição geográfica desigual
de grupos de cor no território brasileiro: os brancos ocupam
majoritariamente o Sul e o Sudeste, e os negros, as regiões
historicamente menos desenvolvidas do ponto de vista
econômico, numa distribuição resultante da dinâmica da
escravidão no Brasil e da política de migração europeia que
introduziu os trabalhadores brancos europeus principalmente no
Sul e no Sudeste.
Jordão Horta Nunes e Neville Julio de Vilasboas e Santos. A desigualdade
no “topo”: empregadores negros e brancos no mercado de trabalho
brasileiro. In: Civitas, 16(2), abr.-jun./2016, p. 90 (com adaptações).
Depreende-se do texto apresentado a necessidade de considerar uma multiplicidade de elementos de ordem étnico-racial, educacional e geográfica para explicar a constituição do mercado de trabalho no Brasil.
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Os estudos quantitativos sobre a inserção no mercado de
trabalho no Brasil demonstraram que os negros estão sempre em
desvantagem em relação aos brancos nas chances de mobilidade
social, pois estão mais submetidos a um “ciclo de desvantagens
acumulativas”, que remete às desigualdades presentes na origem
social ou, mais precisamente, na ocupação e no nível educacional
dos pais, o que permanece nas esferas da educação e do trabalho
nas trajetórias de vida dos negros. Outro fator componente das
desvantagens acumulativas é a distribuição geográfica desigual
de grupos de cor no território brasileiro: os brancos ocupam
majoritariamente o Sul e o Sudeste, e os negros, as regiões
historicamente menos desenvolvidas do ponto de vista
econômico, numa distribuição resultante da dinâmica da
escravidão no Brasil e da política de migração europeia que
introduziu os trabalhadores brancos europeus principalmente no
Sul e no Sudeste.
Jordão Horta Nunes e Neville Julio de Vilasboas e Santos. A desigualdade
no “topo”: empregadores negros e brancos no mercado de trabalho
brasileiro. In: Civitas, 16(2), abr.-jun./2016, p. 90 (com adaptações).
A estrutura social e ocupacional do Brasil, ainda na atualidade, continua fortemente associada à herança escravagista do país.
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Durante a criação do Grupo de Trabalho Interministerial
População Negra, o então presidente Fernando Henrique Cardoso
adotou uma postura bastante progressista e enfatizou a
necessidade de modificar o quadro de discriminação por cor, bem
como de encontrar mecanismos e processos capazes de tornar
mais democrática a relação entre raças, grupos sociais e classes
sociais. Apesar dessas importantes mudanças no modo como o
Estado brasileiro historicamente se posicionava em relação à
questão racial, a adoção de políticas afirmativas, como as cotas
nas universidades, teve início somente após a realização da III
Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, o Racismo,
a Xenofobia e a Intolerância Correlata, ocorrida em 2001, em
Durban, na África do Sul. A partir de então, foi possível
identificar uma resposta ativa, por meio da criação e(ou)
potencialização de órgãos governamentais dedicados ao
tratamento das questões raciais nos países latinos.
Luciana Garcia de Mello. Da crítica à política: tensões entre reconhecimento e democracia racial na política de cotas da UFRGS. In: Civitas, 17(2), maio-ago./2017, p. 311 (com adaptações).
A realidade brasileira mostra que ações direcionadas ao enfrentamento da desigualdade racial permanecem fundamentais.
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Julgue o item a seguir, referentes a religião e sociedade.
Ao longo da história brasileira, a religião foi utilizada como um fator de dominação social.
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