A produção conjunta de conhecimento é a forma mais
elaborada de cooperação. Via de regra, antes da realização
dessa produção, é necessário que outros laços tenham sido
construídos para que existam equipes de ambos os lados para
a realização do projeto de pesquisa. Os acordos bilaterais são
programas que fomentam projetos conjuntos de pesquisa
entre grupos brasileiros e estrangeiros. São financiadas
missões de trabalho (intercâmbio de professores), bolsas de
estudo (intercâmbio de alunos), além de uma quantia para o
custeio das atividades do projeto. É imprescindível que os
grupos de pesquisa brasileiros integrem programas de pós-graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação,
preferencialmente com conceitos 5, 6 ou 7, na avaliação da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino
Superior (CAPES).
O desenvolvimento histórico e as políticas nacionais de
Ciência & Tecnologia vêm acarretando, na realidade brasileira
em termos de Instituições de Ensino Superior, o predomínio
do modelo periférico de internacionalização da educação
superior, ou seja, a internacionalização está focada na pósgraduação, e não na universidade como um todo. E mesmo
quando consideramos a pós-graduação, não há distribuição
igual do grau de internacionalização entre programas,
tampouco dentro de um mesmo programa de pós-graduação.
Há programas altamente internacionalizados, com redes
acadêmicas internacionais consolidadas, com a presença
constante de qualificados pesquisadores estrangeiros, com
publicações internacionais conjuntas de qualidade, com a
presença de nossos pesquisadores em universidades
estrangeiras na função de professores ou palestrantes. Mas
também, há programas com nenhum ou quase nenhum grau
de internacionalização, voltados à realidade brasileira e/ou
regional. Em outras palavras, os programas de pós-graduação se distribuem entre os níveis mais altos e os menores níveis
de internacionalização.
É importante ressaltar que todo intercâmbio tem dupla face.
A expansão sul-sul pode ser decorrente também de interesses
comerciais brasileiros, ou seja, a mesma lógica da cooperação
internacional tradicional pode estar sendo usada na
cooperação internacional horizontal.
Internacionalização na produção de conhecimento em IES brasileiras:
cooperação internacional tradicional e cooperação internacional horizontal.
Marília Costa Morosini. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas