Uma mulher de 68 anos, portadora de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e doença pulmonar
obstrutiva crônica avançada, é trazida ao pronto atendimento pela filha devido a perda progressiva de peso
nos últimos três meses. Segundo a filha, a paciente “está
minguando”, perdeu mais de 10 kg, no período, e tem
comido muito pouco, afirmando sentir-se sem apetite e
cansada até para mastigar. Ela refere fraqueza intensa ao
se levantar da cama, episódios frequentes de tontura ao
caminhar e incapacidade de realizar tarefas simples, como
tomar banho sem ajuda. Nos últimos dias, passou a ficar
grande parte do tempo na cama, despertando em geral
prostrada. No exame físico, está muito emagrecida, com
musculatura temporal visivelmente atrófica, clavículas
proeminentes e perda de massa muscular em membros
inferiores. PA: 96 x 62 mmHg; FC: 108 bpm; FR: 22 irpm
e SpO2: 94% em repouso. A mucosa oral encontra-se
seca, e há discreto edema maleolar bilateral. Está consciente, mas responde de forma lenta e monotônica.
A filha relata que não há febre, diarreia ou vômitos. Não
há sinais de processo infeccioso ativo no exame.
Considerando esse cenário, qual a conduta inicial apropriada?
Considerando esse cenário, qual a conduta inicial apropriada?