Os quadros se libertam das paredes e flutuam em cavaletes de concreto e vidro utilizados como suporte/expositor: lembrança do cavalete do atelier do artista, que mostra o verso, as costas da tela, muitas vezes com preciosas anotações. O nome do quadro e do autor também ficam nas costas, para que o público não se sinta obrigado a gostar deste ou daquele quadro, apenas pelo nome do autor. "Oh! É um Picasso! Lindo!". Não, o espectador é livre para gostar ou não, e também para criar as relações que quiser dentro deste verdadeiro "varal" de pinturas de várias épocas. [...] Uma grande família de artistas que não são separados, nem no tempo – na classificação ocidental da arte – e nem no espaço. Só a América, o Novo Mundo, poderia admitir uma coleção exposta desta maneira. No Brasil, mistura de Europa Ibérica, África e Oriente - no que herdamos dos índios − , podemos ousar novos caminhos que não o eurocêntrico.
Neste excerto do texto Uma ideia de Museu, Marcelo Ferraz se refere a uma proposta expográfica que integra um projeto de museu. Suporte expográfico e museu são, respectivamente: