A saúde do trabalhador ganha relevância e urgência no âmbito das políticas sociais, apresentando-se como uma importante área de atuação do assistente social nas últimas décadas. Tratando-se da relação entre a exploração do trabalho no capitalismo e a saúde do trabalhador, é correto afirmar que o que importa ao capitalista é o tempo de trabalho excedente, que gera a mais-valia. No entanto, a extensão da jornada encontra limites: o primeiro é de natureza fisiológica, na medida em que uma força de trabalho exaurida tem sua reprodução ameaçada. O segundo limite é de natureza política, expresso na resistência do trabalhador, protagonizada pelo movimento operário e que acaba por forçar o Estado a intervir na regulação