Esta forma de Arte tem como características gerais uma aparente simplicidade, é marcada pela liberdade que o autor tem para relacionar ou desagregar determinados elementos considerados formais: a inexistência de perspectiva, a desregulação da composição, a irrealidade dos fatos e a aplicação de paletas de cores fortes. Exprime ainda, alegria, felicidade, espontaneidade e imaginários complexos do meio ou da cultura, resultando todo esse conjunto, às vezes, numa beleza muito sugestiva. Alguns críticos afirmam que, contrastando com os “acadêmicos”, que pintam com o cérebro, os “ingênuos” pintam só com a alma, pois essa forma de arte é concebida e produzida por artistas sem preparação acadêmica específica.

A imagem da obra contida no enunciado é de uma artista que muito bem representou este estilo de arte em suas composições. Era pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa, nascida em Avaré, interior de São Paulo, em 1914. Sua primeira exposição individual foi realizada em 1943, na Associação Brasileira de Imprensa. Morou durante dois anos em Nova York, onde foi influenciada pela pintura de Pieter Bruegel; e conheceu outros grandes artistas, como Fernand Léger, Joan Miró e Marc Chagall. O nome desta artista é