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Aos sete anos, projetava que minha vida estaria resolvida aos 37. Administraria somente a felicidade. Dei(d) o prazo de três décadas para não me preocupar. Talvez o paraíso naquela época fosse(d) cabular temas, não ir à escola, muito menos submeter-se(a) às provas. Não mirabolava encargos, superações e dificuldades. Até porque a vida adulta é distante, uma velhice para criança.

Recordo a atmosfera do que imaginava. A sensação de alívio do futuro. A felicidade seria estável(c) e permanente(c). Era uma fórmula que deveria encontrar e adotar no restante dos dias. Algo como a receita de galinha recheada da avó. Uma vez feito o prato, ele se repetiria eternamente.

Não enxergava o estado provisório(c) e fugaz(c) do sentimento, um clarão que nos ajuda a suportar depois o escuro(b). Hoje entendo que a felicidade(e) é rara(e), relampeia(e), olhamos onde estão nossas coisas e seguimos tateando com mais facilidade.

Fabrício Carpinejar. O que sonhei ser e não fui. Internet: http://carpinejar.blogspot.com/. Acesso em 31/1/2010 (com adaptações).

Ainda no que se refere aos aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

 

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