Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto I
Não só os índios foram vítimas da política linguística dos Estados lusitano e brasileiro. Os imigrantes — que chegaram a partir de 1824 — e, principalmente, seus descendentes também sofreram com ela. O Estado Novo, de Getúlio Vargas, por meio do chamado processo de nacionalização do ensino, marcou o ponto alto da repressão a línguas de imigrantes — línguas alotóctones —, a qual teve repercussão direta na região Sul do país, em virtude da presença das comunidades alemã e italiana, que falavam sua língua materna.
Gilvan Müller de Oliveira. Brasileiro fala português:
monolinguismo e preconceito linguístico. In: Revista
Linguagem. Internet: <www.letras.ufscar.br> (com adaptações).
Texto II
A Declaração Universal da Diversidade Cultural, recentemente assinada pelo Brasil, reconhece o povo brasileiro como plural e diverso e, ainda, a pluralidade linguística. É essa visão acerca de questões linguísticas que está expressa na Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, em tramitação na Organização das Nações Unidas (ONU) e que havia orientado, em 2008, o Ano Internacional das Línguas, proposto pela UNESCO, cuja ação pretendeu chamar a atenção dos governos e das sociedades para os perigos do desaparecimento acelerado da riqueza linguística do mundo e para os direitos linguísticos das comunidades constitutivas dos Estados Nacionais.
Idem, ibidem.
Considerando os textos I e II, bem como as questões por eles suscitadas, julgue o item a seguir.
Da comparação entre os textos I e II, depreende-se, no que se refere a propostas de homogeneização linguística em determinada nação, que a implementação de políticas linguísticas semelhantes às mencionadas no texto I contrasta, em essência, com o enfoque linguístico relatado no texto II.