A paralisia cerebral, também chamada de encefalopatia crônica não progressiva, é a causa mais frequente de deficiência motora na infância e refere-se a um grupo heterogêneo de condições que cursa com disfunção motora central, afetando o tônus, a postura e os movimentos. Decorre de lesão permanente ao cérebro em desenvolvimento e apresenta forma variável em termos de distribuição anatômica da lesão, gravidade de acometimento motor e sintomas clínicos associados. A grande variabilidade exige que estes pacientes e suas famílias sejam envolvidos de maneira sistematizada, levando em conta dimensões amplas de atenção à saúde. É correto afirmar:
I. São fatores para risco aumentado de paralisia cerebral todos os que influenciam os níveis de saúde da mãe, a exposição a agentes tóxicos e infecciosos, as condições de vitaminas e nutrição do bebê, as condições de parto e a ocorrência de eventos hipóxicos ou traumáticos no período perinatal.
II. As malformações estruturais regionais com déficit motor tais como as agenesias e as esquizencefalias, hemimegalencefalias, paquigirias, poligimicrogirias, lisencefalias e outros defeitos de migração e embriogênese são etiologias comuns para a paralisia cerebral e podem ocorrer em crianças que não apresentam história de risco gestacional ou perinatal.
III. As condições de maior risco para o estágio de paralisia cerebral são a prematuridade abaixo de 28 semanas, o peso do nascimento abaixo de 1500g e o índice de vitalidade do recém-nascido aferido pelo índice de Apgar menor que 7 no quinto minuto.
A alternativa correta é: