Atenção: a questão a seguir, refere-se ao texto abaixo.
Jamais nos atemos ao tempo presente. Antecipamos o futuro, algo demasiado lento por vir, como para acelerar seu curso; ou nos lembramos do passado, a fim de detê-lo, tão rápido nos parece. De tão imprudentes, vagamos nos tempos que não são nossos e deixamos de pensar no único que nos pertence. E de tão vãos, pensamos nos tempos que nada são e escapamos, sem refletir, do único que subsiste. É que o presente, de costume, nos fere. Ocultamo-lo da visão porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar. Esforçamo-nos para sustentá-lo através do futuro, e projetamos coisas que não estão em nosso poder num tempo que não sabemos se irá chegar. Se cada um examinar seus pensamentos, irá encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. O presente jamais é nosso fim. Assim, nunca vivemos, mas sim esperamos viver. E nos dispondo sempre a ser felizes, acabamos por nunca sê-lo.
(Pascal. In: Pierre Levy. O fogo liberador. São Paulo: Iluminuras, 2001. p.65)
Atente para as afirmações a respeito da frase transcrita abaixo.
Ocultamo-lo da visão porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo escapar.
I. Os elementos grifados referem-se a um mesmo antecedente, ou seja, o presente.
II. Os verbos ocultar, afligir e lamentar estão flexionados nos mesmos tempo e modo.
III. Mantendo-se a correção e a lógica, o segmento porque nos aflige pode ser substituído por porquanto que aflige a nós.
Está correto o que se afirma em