A História, como disciplina e área de conhecimento, tem um papel central na sociedade contemporânea, sobretudo no desvelamento do silenciamento e ofuscação impostos aos indivíduos com deficiência, considerando que historicamente as experiências dos indivíduos com deficiência foram desconsideradas ou mesmo negadas pela escola regular. A História, como teoria e prática, deve resgatar a história desses indivíduos, encoberta por preconceito. Preconceito que revela mais do que sujeito que discrimina do que do objeto alvo da discriminação. No que se refere à escolarização de educandos com deficiência ou com necessidades educacionais especiais, historicamente denominada educação especial, faz-se urgente refletir sobre sua relação teoria e prática, pois é possível afirmar que o conhecimento posto em prática no cotidiano escolar desses educandos até então não foi suficiente para democratizar a escola, para torná-la acolhedora à diversidade.
COSTA, Valdelúcia Alves. Ensino de história e educação inclusiva: suas dimensões formativas. In. MONTEIRO, Ana Maria, GASPARELLO, Arlette Medeiros, MAGALHÃES, Marcelo de Souza (orgs.). Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2007. p. 253. (Com adaptações).
Considerando as informações trazidas no trecho acima, julgue os itens abaixo como verdadeiros (V) ou falsos (F) e, em seguida assinale a opção correta.
I. A urgência de uma educação democrática, inclusiva e emancipadora parece constituir-se, dessa maneira, como alternativa para a superação da diferença significativa – a deficiência – como obstáculo para o acesso e permanência na escola regular dos educandos com deficiência e na possibilidade de se pensar uma sociedade justa e humana, contrapondo-se à prática institucional de controle do destino de sua “clientela”, ou seja, os educandos com deficiência.
II. A educação democrática e emancipadora não se constitui em uma alternativa capaz de favorecer: a superação das diferenças significativas entre deficientes e não deficientes; o acesso e a permanência na escola regular dos educandos com deficiência; e a possibilidade de se pensar uma sociedade justa e humana.
III. Os métodos, as técnicas ou abordagens de ensino são elaborações sociais e históricas, portanto, são neutras. Baseiam-se em e refletem valores capazes de favorecer a compreensão das implicações pedagógicas das relações de poder no seio da educação.
IV. Necessário é contribuir, com ênfase no ensino de História, para que os professores se aperfeiçoem como profissionais reflexivos e críticos, de modo a ultrapassarem as limitações baseadas na deficiência e no mundo estreito das necessidades educacionais especiais historicamente mantidas e reproduzidas como socialmente impostas, para justificar a exclusão escolar e social e a segregação dos indivíduos com deficiência nas instituições “especializadas”.
V O professor deve buscar o entendimento de sua própria demanda humana, considerando o movimento inclusivo que vem se configurando na sociedade contemporânea, o que exige da escola e dos professores estratégias a serem adotadas no processo de ensino e aprendizagem, tais como eliminação de barreiras arquitetônicas e de atitudes, decorrentes do preconceito, e adaptações curriculares e recursos pedagógicos específicos para educandos com deficiência motora, auditiva, visual e mental.
A sequência correta é: