“As colônias gregas de Mileto e Éfeso foram importantes portos e entrepostos comerciais, ponto de encontro de caravanas provenientes do Oriente – Mesopotâmia, Pérsia, talvez mesmo Índia e China -, que para lá levavam suas mercadorias que eram embarcadas e transportadas para outros pontos do Mediterrâneo que os gregos cruzavam com suas embarcações. Ora, por esse motivo mesmo, nessas cidades conviviam diferentes culturas, e de forma harmoniosa, pois o interesse comercial fazia com que os povos que aí se encontravam, sobretudo os gregos fundadores das cidades, fossem bastante tolerantes. As colônias gregas do mar Jônico eram então cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos.”
(MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos
à Wittgenstein. Rio de Janeiro, Zahar, 2007, p. 22)
A pluralidade cultural das colônias gregas do Mediterrâneo no século VI a.C. foi um fator determinante para: