2375440
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Provas:
FRAGMENTO D
Ana Rosa abanava a cabeça, resignada. O fato provado de que Raimundo consentia sem resistência, e talvez por gosto, em abandoná-la ao mesmo tempo que aumentava nela o desejo de reconquistá-lo e possuí-lo dava ao seu orgulho bastante energia para esconder de todos o seu amor. Supunha-se vítima de uma decepção, julgava o seu amante mais apaixonado e mais violento, e, à vista daquela condescendência burguesa e medrosa, pois Raimundo não se animara a dar-lhe, nem a escrever-lhe, uma palavra depois da recusa de Manuel, ela se julgava desenganada e desiludida. “Se me amasse, como eu imaginava, teria reagido! É um impostor” Um tolo! Um vaidoso, que desejou apenas ter mais uma conquista amorosa!”
FRAGMENTO E
O Freitas olhava com bons olhos este namoro, e só esperava que o moço tivesse nesse mesmo ano um acesso na repartição: havia lá um empregado superior muito doente, que, sem dúvida, bateria o cachimbo por aqueles três meses, e, como Dudu tinha um amigo cujo pai dispunha de bons empenhos para o presidente, dava como certa sua nomeação; tão certa que pensava já no enxoval do casamento, punha de parte alguma coisa do ordenado e convidava os amigos mais íntimos para o grande dia da amarração. De tudo isso o Freitas andava a par. “Diabo era só aquela maldita gordura da menina, que aumentava todos os dias e estava fazendo dela um odre!”
AZEVEDO, Aluísio. O Mulato, São Paulo: Moderna, 1977. p.p. 165-68
Os fragmentos D e E contrapõem-se. Em que alternativa se encontra esta contraposição?