Leia o excerto a seguir.
“O certo é que as fugas, e mais ainda as suas dimensões nos espaços urbanos, não podem ser banalizadas, classificadas como repetitivas ou cristalizadas em atos heróicos da resistência escrava. Havia muito de política nas decisões de escapar e como se manter protegido, principalmente nas cidades. Fugitivos, menos do que apenas ‘inadaptados’ ao regime escravista, com extenuante carga de trabalho e péssimas condições de vida, redefiniam significados do cativeiro e da liberdade.
” FARIAS, Juliana Barreto. Cidades negras: africanos,
crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX. São Paulo: Alameda, 2006.
De acordo com a referência supracitada, as fugas de escravos no Brasil caracterizavam-se por