Ao discorrer sobre Semântica, Pietroforte e Lopes (In: FIORIN, 2007) observam que o estudo do significado pode “investigar a relação entre expressões linguísticas e representações mentais”. Sobre isso, os autores citam como exemplo a palavra inglesa chairman, que significa pessoa que ocupa cargo de chefia e cujo uso passou a ser questionado pelas mulheres, uma vez que, originalmente, refere-se ao sexo masculino.
Esse fato lembra o que ocorreu no Brasil com a palavra ‘presidente’, em que Dilma Rousseff passou a exigir, através da lei 12.605/12, a qual obriga a flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas, ser tratada por ‘presidenta’.
Analisando-se esse fato, qual seja, a imposição do substantivo feminino ‘presidenta’ sob o ponto de vista da significação e das regras gerais de flexão dos substantivos, são feitas as seguintes afirmações:
I. A alteração exigida por Dilma Rousseff é uma questão semântica que interfere nas leis morfológicas.
II. A alteração exigida por Dilma Rousseff é uma questão de semântica lexical, pois vai ao encontro da teoria da arbitrariedade dos signos linguísticos.
III. A alteração exigida por Dilma Rousseff indica que pressões culturais e ideológicas não conseguem sobrepor questões semânticas a questões morfológicas.
IV. A alteração exigida por Dilma Rousseff mostra que determinadas alterações no sistema linguístico se dão por imposições ideológicas.
Está (ão) correta (s) apenas a(s) afirmativas (s)