“Enquanto de um lado existe uma grande produção de dicionários terminológicos sendo criados a partir dos mais diferentes critérios, de outro se defende que deve se ter mais cautela nas motivações que levam a criação de novos termos em Libras. Uns defendem que não se alcançará plenamente a complexidade dos conceitos expostos pelos termos do Português sem termos equivalentes específicos em Libras. Outros afirmam que toda língua é competente para descrever os fenômenos com os elementos que já a compõe. Assim como tem elementos para descrever a descrição que outras línguas já fizeram para esses fenômenos.
Ficamos então divididos. De um lado a inserção de novas terminologias fundamentada por uma urgência de que os surdos compreendam a realidade colocada em português. Do outro, a defesa de que esses termos surgirão espontaneamente por uma necessidade interna da língua no interior dos diálogos entre seus utentes.
Mas toda essa discussão, assim como posta, apaga a necessidade de uma observação dos modos de encaminhamento e justificativas políticas postos como fundamentos para cada uma dessas defesas. (...) Questões como um estado de colonização do pensamento e linguistização da vida na comunidade surda, ainda não emergiram para denunciar que determinação ou modificação de termos de uma língua não deveriam se dar por uma aparente dificuldade de equivalências na tradução das formas de conteúdos elaborados em outras línguas. E se assim são feitas, por que o são?”
LINHARES, R. “Sinal não tem nome”: sobre os problemas da equivalência biunívoca no mapeamento das línguas de sinais do Brasil. No prelo, 2014, p.30-31.
O tipo de literatura técnica que os estudos acadêmicos de criação e eleição de novos termos da língua de sinais tem mais prezado atualmente na produção acadêmica brasileira são: