A.B., 25 anos, sexo masculino, pedreiro, casado, é levado ao Pronto Atendimento levado pela Polícia Militar com quadro de agitação psicomotora e agressividade. O mesmo chegou acompanhado também da esposa que chamou por ajuda após o paciente começar a “quebrar tudo em casa” porque acreditava que havia demônios dentro de casa e precisava expulsá-los. Contou que o mesmo sempre foi “calado”, nunca fez uso de álcool ou outras drogas “por ser evangélico”, mas que nos últimos meses vem apresentando alteração de comportamento como dizer que estava sendo perseguido nas ruas, que ouvia vizinhos falando dele, começou a isolar-se mais e a recusar alguns alimentos por medo de estarem envenenados. Ao exame do estado mental, apresentava-se agitado, agressivo, não colaborativo, com delírios persecutórios e alucinações auditivas com vozes de comando, juízo crítico de realidade ausente.
Em relação ao caso clínico acima, caso o de-escalonamento verbal falhe e o paciente recuse a medicação oral, qual a conduta mais adequada?