O que o Carnaval [na Idade Moderna] significava para o povo que participava dele? Num sentido, a pergunta é desnecessária. O Carnaval era um feriado, uma brincadeira, um fim em si mesmo, dispensando qualquer explicação ou justificativa. Era uma ocasião de êxtase e liberação. [...] Por que o povo usava máscaras com narigões, por que atiravam ovos? [...]
Havia três temas principais no Carnaval, reais e simbólicos: comida, sexo e violência.
(Peter Burke. Cultura popular na Idade Moderna, 1989.)
“O Carnaval sempre foi um ato político, ele está longe de ser uma festa da alienação [...]”, diz o historiador e professor Luiz Antonio Simas.
[...]
“O Carnaval quebra um padrão de normatividade que é regra durante todo o ano. É nesse momento que os grupos mais vulneráveis se sentem mais livres para exercer toda a sua diversidade”, diz Simas.
(Isabela Palhares. “Carnaval pós-restrições da pandemia é apoteose da folia, dizem historiadores”. www.folha.uol.com.br, 20.02.2023.)
Os excertos abordam o significado do Carnaval em dois períodos históricos bastante distintos e