O rio São Francisco, que está envolvido com a possível privatização da companhia geradora de energia nele situada, conta com dez grandes e cinco pequenas usinas geradoras de energia. Ele significa para o Nordeste o mesmo que os grandes rios significaram para os mais diversos países. É o rio da integração nacional, que nasce em Minas Gerais e banha quatro estados do Nordeste brasileiro: Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas.
As águas do São Francisco irrigam milhares de hectares das regiões mais áridas do Nordeste, saciam a sede de milhões de pessoas e animais, fornecem alimentos, promovem o lazer e a recreação de milhares de famílias, transportam alimentos, pessoas e geram energia para a região. Por tudo isso, o “Velho Chico” não pode ser vendido, retalhado, tem de continuar com o seu curso normal, trabalhando para o desenvolvimento do Nordeste e da sua população.
Falta ao Nordeste uma política de uso sustentável da água. Entretanto, as propostas que surgem para resolver o problema da seca são as mais megalomaníacas possíveis, a exemplo do projeto de transposição do Rio São Francisco, sem estudos mais profundos a respeito dos impactos ambientais e do que acontecerá com os usos múltiplos do rio, principalmente o projeto energético, de abastecimento de água e de irrigação, além da questão do custo/benefícios que um projeto desse porte pode trazer não só para o “Velho Chico”, bem como para as populações ribeirinhas.
Internet:< http://fnucut.org.br/saneamento/terra_agua.> Acesso em 28/10/2003 (com adaptações).
Julgue os itens seguintes com relação à pontuação e à manutenção das ideias do texto acima.
Se o São Francisco for retalhado, não continuará com o seu curso normal, trabalhando para o desenvolvimento do Nordeste e da sua população, nem as propostas resolverão o problema da seca.