No artigo “Comunicação empresarial versus comunicação organizacional: novos desafios teóricos”, Onésimo de Oliveira Cardoso faz uma análise das transformações por que devem passar os planejamentos estratégicos de comunicação institucional.
A seguir, uma passagem do artigo.
Não é mais possível conceber e executar planos, projetos e programas isolados de comunicação institucional, mercadológica, de administração interna ou externa, pois uma estratégia comunicacional integra todos os setores da organização e envolve todos os seus participantes. No pensamento de Genelot (2001), essa estratégia teria mais destaque do que a própria estratégia geral da organização, já que é por meio dos dispositivos de comunicação que as pessoas ou grupos expressam o sentido que querem dar à sua ação, confrontam seus pontos de vista e compreendem as dificuldades e as oportunidades. Sem dúvida, essas não são atividades fáceis, pois os processos comunicativos são, às vezes, fragmentados, negociados (para se alcançar o consenso, segundo Habermas), investidos de emoção e sentimentos e articulados entre pontos que ora se opõem, ora se complementam. Todavia, os dispositivos comunicacionais condicionarão a amplitude do engajamento das pessoas na reatividade estratégica. Se a estratégia de comunicação for utilitária, limitada, eminentemente instrumental, exclusivamente descendente, as pessoas não se reconhecerão mais aí e darão pouco ou o mínimo de si mesmas. Se, ao contrário, for uma comunicação aberta, receptiva, interativa, haverá chance de engajamento e participação.
Com base no PDI 2011-2015 da UFPA e nas considerações propostas nessa passagem do referido artigo, é correto afirmar: