A figura a seguir ilustra a expectativa de envelhecimento da população no Brasil até o ano de 2025, onde a população com idade superior ou igual a 60 anos será de 32 milhões. Nesse contexto, o aumento de incidência de doenças crônicas e degenerativas representa um desafio para a saúde. O conceito de envelhecimento nas últimas décadas tem sido ampliado para englobar os aspectos socioeconômicos e psicossociais, tendo influência direta no tipo de atendimento prestado a essa parcela da população. Netto (2007) argumenta que, “...embora não seja inteiramente satisfatória, a definição que melhor atende aos múltiplos aspectos que caracterizam o envelhecimento é aquela que o conceitua como um processo dinâmico e progressivo, no qual ocorrem alterações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas. Tais mudanças determinam perda progressiva da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos que terminam por conduzir à morte.” p.29

Em relação ao conceito de envelhecimento, pode-se afirmar:
I. Uma das dificuldades em se estabelecer um conceito de envelhecimento se deve à ausência de um marcador biofisiológico do seu início.
II. Em relação ao envelhecimento normal, distingue-se o envelhecimento comum, onde fatores extrínsecos como dieta, nível de atividade física, condições psicossociais, entre outros, intensificam os efeitos do envelhecimento; e o envelhecimento bem sucedido, onde estes fatores não estariam presentes ou, quando existentes, seriam de pequena importância.
III. A distinção entre senescência e senilidade, apesar de sua importância na pesquisa sobre o envelhecimento, tem menor relevância na prática diária do profissional de saúde.
IV. As alterações fisiológicas, morfológicas e enzimáticas características do envelhecimento cursam obrigatoriamente com o declínio funcional.
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