Dois anos após passar por transplante hepático infantil intervivos, criança de três anos é levada a atendimento médico com queixas de dor e aumento do volume abdominal, além de recusa alimentar. Não apresenta febre, diarreia, náuseas ou vômitos. Ao exame físico, encontra-se anictérica, desidratada de primeiro grau, com palidez cutânea, eutrófica. Há linfonodos palpáveis em toda a cadeia cervical. O abdome está distendido, normotenso, indolor à palpação, fígado e baço sobre rebordos costais. Há pancitopenia no hemograma.
História pregressa: sorologias negativas para citomegalovírus (CMV) e Epstein-Baar (EBV) pré-transplante; quadro de monocleose infecciosa pós-transplante.
Imunossupressão: tacrolimus
Peculiaridades: durante o período de acompanhamento detecta-se flutuações do nível sérico do imunossupressor (2-18ng/mL)
Impressão diagnóstica: doença linfoproliferativa pós-transplante (PTDL)
Considerando o caso clínico acima, assinale a alternativa que apresenta fatores de risco associados ao desenvolvimento de PTLD que corroboram essa impressão diagnóstica.