A relação entre História e Biografia não nasceu na contemporaneidade, como podemos ver no texto de Plutarco (45 d.c.) sobre Júlio César de Roma:
“Durante sua permanência na Espanha, lia ele, em um dia de folga, alguns trechos da história de Alexandre, e caiu, depois dessa leitura, numa meditação profunda e chorou. Seus amigos espantados, perguntaram-lhe o motivo de suas lágrimas. “não vos parece – disse ele – justo motivo de dor que Alexandre, na idade em que estou, já tivesse conquistado tantos países, ao passo que eu nada ainda fiz de memorável”. Entregou-se ao trabalho; e, em poucos dias, recrutou dez coortes, além das vinte que encontrara. Marchou contra os galegos e os lusos, vencendo-os, e avançou até o mar externo, subjugando países ainda não submetidos aos romanos.”
(PLUTARCO . Alexandre e César – As vidas comparadas dos maiores guerreiros da Antiguidade. Coleção Clássicos Ilustrados. Tradução: Veiga, Hélio. São Paulo. Ediouro. 2004. P 172.)
Atualmente, essa perspectiva no ensino de História não é mais predominante, mas é indiscutível a importância do documento acima, como uma valiosa fonte acerca de outra temporalidade. A respeito da história romana narrada no documento, pode-se concluir que: