Marcos Palácios, no livro Modelo de Jornalismo Digital (2003, p. 6), afirma que a memória, dentro do sistema de online de jornalismo, é o espaço, quase ilimitado, de disponibilizar notícias, logo pode-se recuperar toda notícia que já foi produzida por se encontrar armazenada.
I. A memória no jornalismo na Web pode ser recuperada tanto pelo produtor da informação, quanto pelo utente, através de arquivos online providos com motores de busca (search engines) que permitem múltiplos cruzamentos de palavras-chaves e datas (indexação).
II. Sem limitações de espaço, numa situação de extrema rapidez de acesso e alimentação (instantaneidade e interatividade) e de grande flexibilidade combinatória (hipertextualidade), o jornalismo tem na Web a sua primeira forma de memória múltipla, instantânea e cumulativa.
III. Numa situação de interatividade, conquanto não compartilhemos a ideia de que os papeis de produtor e consumidor da informação jornalística possam vir a confundir-se de maneira generalizada, como sugere Levy (1997), deve-se levar em conta que, em determinadas circunstâncias, a alimentação de bancos de dados (arquivos) possa vir a ser feita tanto por produtores quanto por consumidores da informação jornalística.
IV. Os sites jornalísticos de tipo P2P (peer to peer) são outro exemplo de “dupla via de alimentação”, já que, nesse formato, produtores e utentes da informação realmente se identificam.