Em torno dos calundus, grupos de africanos e afro-descendentes se reuniam para reverenciar espíritos capazes de proteger, de curar e de orientar os que a ele recorriam. Os calunduzeiros e calunduzeiras mais famosos eram procurados até por brancos, senhores de escravos e mesmo padres, que tendo esgotado os outros recursos a que estavam mais acostumados, como missas, rezas, chás, sangrias e emplastros de ervas, buscavam nas religiões africanas soluções para os males que os afligiam.
(Marina de Mello e Souza, África e Brasil africano. Adaptado)
A partir dos séculos XIX e XX, o papel dos calundus foi ocupado