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Instintos e civilização
Quão robusta é a ordem civilizada ocidental? A julgar pelo século XX, e mesmo sem levar em conta as duas guerras mundiais, talvez menos do que pareça. O padrão é conhecido: situações de conflito armado, cataclismos naturais e colapso econômico agudo, tragédias em massa e violências de toda ordem revelaram a fragilidade da fina superfície de civilidade e decoro sobre a qual assenta a nossa civilização. Sob o impacto do abalo provocado por grandes desastres, o comportamento das pessoas sofre uma drástica mutação: enquanto alguns, em geral poucos, agem de forma solidária e até mesmo heroica, a maior parte da população atingida regride a um estado de violência e selvageria.
Imposta a ordem do “salve-se quem puder”, tudo deságua na rápida escalada dos furtos, assaltos, saques, crimes, estupros e vandalismo. Quase que num piscar de olhos, o cordato cidadão civilizado se transforma em besta feroz, capaz das piores atrocidades.
Uma interpretação possível: o ser humano no fundo é um animal selvagem e terrível. Remova os sustentáculos elementares da ordem civilizada; dispa a camisa de força social; suspenda a vigilância e a punição aos infratores do código legal, e, em pouco tempo, retrocedemos ao que Hobbes* chamou de “estado natural”, à guerra de todos contra todos.
*Thomas Hobbes: Filósofo inglês do século XVII.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 124-125)
Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
 

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