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2231664 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Taubaté-SP

Leia o texto para responder à questão.

Um futuro mais verde e digital

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em seu discurso anual ressaltou a ideia que tem vertebrado suas entrevistas: levar a Europa a um futuro cada vez mais “verde” e “digital”.

As duas palavras resumem as linhas mestras da política e da economia no futuro. Não é possível fugir à revolução digital que, nos últimos 30 anos, transformou o mundo. Já há algum tempo a lista das principais empresas do planeta não é encabeçada por companhias petrolíferas ou de varejo. Apple, Google, Microsoft, Amazon e Facebook revezam-se nos cinco primeiros lugares. Todas americanas – os Estados Unidos lideram a revolução digital.

A Europa, por sua vez, quer ser líder na transição para a economia verde. “Existem alguns valores que se tornaram transnacionais, e a preservação do planeta é um deles”, diz Cesar Rodríguez-Garavito, professor da Universidade de Nova York. O combate às mudanças climáticas exige a colaboração entre países. Nada mais natural que uma união de nações dê o pontapé inicial.

Lapidado ao longo dos últimos anos, o “European Green Deal” é ambicioso. Seguidas suas diretrizes, negócios relacionados com extração de petróleo e fabricação de carros a gasolina deixarão de existir até meados da próxima década. A ideia é criar círculos virtuosos. Um exemplo: gigantes como a sueca Ikea, marca de lojas de móveis, só trabalham com fornecedores de madeira certificada. O objetivo é inviabilizar, na cadeia global, os que não seguirem as regras sustentáveis.

Numa nova economia com valores compartilhados, a política também vem sendo reinventada. Há um protagonismo crescente da sociedade civil transnacional. Ela congrega atores de diversos países e atua em rede, valendo-se dos recursos da tecnologia. Como no discurso de Von der Leyen, as palavras “verde” e “digital” caminham juntas.

Para Rodríguez-Garavito, tais redes incorporam não apenas organizações não governamentais, mas também universidades e a imprensa independente. Cada uma em seu papel, tendo o conhecimento como arma. Há uma nova forma – digital, verde, colaborativa e globalizada – de pensar a política e a economia atuais.

Uma pesquisa mostra que 86% dos brasileiros entre 16 e 24 anos estão preocupados com as mudanças climáticas, ou seja, a causa ambiental é a mais forte entre os jovens. Trata-se de uma notícia ruim para os políticos (à esquerda e à direita) que demonizam a sociedade civil. Enquanto o mundo inteligente avança, eles prendem seus países no lodo do atraso – e perdem, no caminho, a conexão com os eleitores do futuro.

(João Gabriel de Lima. O Estado de S. Paulo, 18.09.2021. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que

 

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