No Brasil das primeiras décadas do
século XX, especialmente no ciclo de greves gerais
entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou
tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista
e emergência de novas formas de organização coletiva da
classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar
intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do
Estado republicano. Para a formação de professores de
História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações
do mundo do trabalho, das formas de contestação social
e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101;
EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento,
o docente deve reconhecer as greves como fenômeno
histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais
e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar
estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta: