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No Brasil das primeiras décadas do
século XX, especialmente no ciclo de greves gerais
entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou
tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista
e emergência de novas formas de organização coletiva da
classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar
intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do
Estado republicano. Para a formação de professores de
História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações
do mundo do trabalho, das formas de contestação social
e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101;
EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento,
o docente deve reconhecer as greves como fenômeno
histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais
e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar
estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
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- Ensino das DisciplinasHistória
- LegislaçãoBNCC: Base Nacional Comum Curricular
- Temas Educacionais Pedagógicos
A Região do Cariri cearense, especialmente a regido metropolitana formada por Crato, Juazeiro
do Norte e Barbalha, abriga um denso sistema de práticas
culturais e devocionais que se expressam tanto no patrimônio material (igrejas, museus, imagens sacras, sítios
históricos, arquitetura urbana e objetos votivos) quanto no
patrimônio imaterial (romarias, rezas, benditos, saberes da cultura popular, oralidades religiosas, celebrações e rituais comunitários). No Ensino Básico, a BNCC orienta
que o professor de Historia desenvolva competências para
identificar, valorizar e problematizar patrimônios culturais em suas múltiplas dimensões (EFO6HIO1; EFO7HI10;
EF08HI14; EFO9HI04; EM13CHS101), compreendendo-os como fontes históricas, territórios de memoria, marcadores indenitários e espaços de disputa simbólica. No Cariri, essa dimensão patrimonial é inseparável da religiosidade popular, como a devoção ao Padre Cicero, a Festa do
Pau da Bandeira de Santo Antônio, as romarias e a centralidade das imagens sacras na educação do olhar histórico
dos estudantes.
Considerando esse enquadramento historiográfico, patrimonial e pedagógico, marque a alternativa que apresenta a melhor abordagem didática e formativa do patrimônio cultural, coerente com a BNCC e com a atuação docente em História no Ensino Básico da regido:
Considerando esse enquadramento historiográfico, patrimonial e pedagógico, marque a alternativa que apresenta a melhor abordagem didática e formativa do patrimônio cultural, coerente com a BNCC e com a atuação docente em História no Ensino Básico da regido:
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A imagem e a noticia publicada em 23
de agosto de 1983, na capa do Jornal do Brasil sobre
famílias de Apuiarés que recorreram ao consumo de calangos durante a seca de 1979, 1983 e 1984, faz remeter
ao processo histórico de estiagens enfrentado pelo estado
entre os anos de 1877-1879, 1915, 1932, e até mesmo a intensa seca de 2012 a 2017, considerada a mais severa desde
o principio da década de 1980. Além de denunciarem a
fome como consequência da longa estiagem no semiárido
cearense, revelam a atuação insuficiente das instituições e
dos poderes reunidos no interior profundo do país, onde a
ausência de politicas estruturantes de ciência e tecnologia
agravou a vulnerabilidade social. A BNCC orienta que docentes de Hist6ria trabalhem criticamente a relação entre
natureza e sociedade, problematizando impactos ambientais sobre modos de vida (EFO6GEO5; EFO7HI09), analisando disputas de poder e ações do Estado em contextos regionais (EFO8HI14; EF09HI06), e discutindo desigualdades socioeconômicas e formas de resistência e permanência no território (EM13CHS103; EM13CHS201).
Entretanto, experiências históricas do próprio Ceará demonstram que governanças estaduais e locais que articularam programas de inovação agrícola, agudes, tecnologia hídrica e iniciativas de permanência da população no
campo conseguiram mitigar efeitos da estiagem e fortalecer a autonomia rural, a exemplo das politicas de infraestrutura hídrica e difusão técnica promovidas posteriormente pelo estado ao longo do século XX. No ensino superior, ao formar professores para atuar na educação básica
do Crato, é fundamental superar abordagens meramente
descritivas ou vitimistas da seca, enfatizando estratégias
históricas de superação, agência camponesa e politicas
publicas afirmativas que garantiram a permanência do agricultor na terra.
Observe a imagem abaixo extraída da capa da edição do Jornal do Brasil, do dia 23 de agosto de 1983, em que no titulo e no texto é possível ler a seguinte chamada:
Cearenses comem lagarto para não morrer de fome
Famílias de Apuiarés - a 115 quilômetros de Fortaleza - estão comendo calangos (lagartos) para não morrer de fome, constatou, ontem, o correspondente Egídio Serpa. A seca destruiu tudo e não há o que comer. O programa oficial Bolsões da Seca teve de pagar, às pressas, quatro meses de salários atrasados, para impedir que flagelados invadissem mercearias.
O Instituto de Planejamento do Ceará, órgão do atestado, advertiu que a população rural está à beira de extinção. Se cada trabalhador gastar com alimentação o que ganha no programa de emergência — Cr$ 15 mil 300 — só conseguirá ingerir 999 calorias por mês, um terço do ideal: de 2 mil 500 a 3 mil 500.
Com base nesse enquadramento, marque a alternativa que apresenta a melhor interpretação histórica e o caminho didático mais coerente com a BNCC e com a formação de docentes de História:
Observe a imagem abaixo extraída da capa da edição do Jornal do Brasil, do dia 23 de agosto de 1983, em que no titulo e no texto é possível ler a seguinte chamada:
Cearenses comem lagarto para não morrer de fome
Famílias de Apuiarés - a 115 quilômetros de Fortaleza - estão comendo calangos (lagartos) para não morrer de fome, constatou, ontem, o correspondente Egídio Serpa. A seca destruiu tudo e não há o que comer. O programa oficial Bolsões da Seca teve de pagar, às pressas, quatro meses de salários atrasados, para impedir que flagelados invadissem mercearias.
O Instituto de Planejamento do Ceará, órgão do atestado, advertiu que a população rural está à beira de extinção. Se cada trabalhador gastar com alimentação o que ganha no programa de emergência — Cr$ 15 mil 300 — só conseguirá ingerir 999 calorias por mês, um terço do ideal: de 2 mil 500 a 3 mil 500.
Com base nesse enquadramento, marque a alternativa que apresenta a melhor interpretação histórica e o caminho didático mais coerente com a BNCC e com a formação de docentes de História:
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- Ensino das DisciplinasHistória
- LegislaçãoBNCC: Base Nacional Comum Curricular
- Temas Educacionais Pedagógicos
Os campos de concentração da seca
de 1932 no Ceará, como o de Quixeramobim e
Quixeramobim-Sertão, constituíram dispositivos de controle social e gestão da fome, inscritos na longa duração
das estruturas oligárquicas do Brasil republicano. No
capítulo Campo de concentração de Quixeramobim: a
seca de 1932 e o curral da fome, José Ailton Brasil de
Lima e Francisco Chagas da Silva Neto mobilizam a crítica
patativiana à fome como experiência sensível e como resultado de arranjos políticos que converteram a estiagem
m “indústria da seca”, beneficiando elites agrárias e agentes estatais em diferentes escalas. O poema de Patativa do Assaré, por sua vez, tensiona a dimensão afetiva
da fome como trauma histórico e denúncia social. No
âmbito do ensino básico, a BNCC orienta docentes de
História a analisarem as relações entre poder local, estruturas agrárias e práticas de controle político no Brasil republicano (EFO9HIO6, EFO9HIO7, EFO9HIOS), bem
como a problematizarem, no Ensino Médio, as formas
históricas de dominação política e econômica e suas permanências interseccionadas a marcadores sociais e territoriais (EMI3CHS101, EM13CHS102, EM13CHS103).
Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como:
Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como:
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A ocupação colonial da Capitania do
Ceará, conforme argumenta Francisco José Pinheiro, foi
tardia e menos regulada pelos modelos produtivos previamente consolidados em outras regiões da América portuguesa. A transição entre formas de uso e significação
da terra evidencia disputas não apenas econômicas, mas
ontológicas, envolvendo diferentes regimes de territorialidade: para muitos povos indígenas, como os Tabajara e
os Tabajara da Ibiapaba, a terra constituía um território
de pertença, vida, cosmopercepção e inscrição identitária,
enquanto para os colonos lusitanos a terra gradualmente
se estruturava como mercadoria e propriedade privada.
No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes desenvolvam habilidades como a análise
das dinâmicas territoriais e dos conflitos entre grupos sociais (EFO7HI09; EFOSHII4), a compreensão dos sistemas econômicos coloniais e suas conexões inter-regionais
(EF09HI06; EF09HIO7), além da capacidade de comparar diferentes perspectivas sobre natureza, cultura, trabalho e território em processos históricos (EM13CHS101;
EMI13CHS102).
Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os processos de ocupação e confronto territorial no Ceara colonial devem ser ensinados:
I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial.
II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste.
III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre territórios tradicionais.
IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela mercantilização da terra.
Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os processos de ocupação e confronto territorial no Ceara colonial devem ser ensinados:
I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial.
II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste.
III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre territórios tradicionais.
IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela mercantilização da terra.
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A constituição do mundo capitalista,
acelerada entre os séculos XVIII e XIX, articulou uma
nova gramática social do trabalho, da técnica e do pensamento, a partir da convergência entre a Revolução Industrial e os fundamentos filosóficos da modernidade. Esse
processo implicou a reconfiguração das relações produtivas, a naturalização da racionalidade instrumental e a
consolidação de uma ciência comprometida com a ideia de
progresso, eficiência e domínio da natureza. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes promovam competências como a análise critica dos s.
temas econômicos (EFO9HIO7), a problematização do impacto das tecnologias na organização do trabalho e da vida
social (EFOSHIO3), além do desenvolvimento da habilidade de relacionar transformações produtivas às mudanças
nas ideias e visões de mundo (EM13CHS101).
Considerando esse enquadramento normativo e sua aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará, é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um processo que:
Considerando esse enquadramento normativo e sua aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará, é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um processo que:
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Ao observar os detalhes extraídos de
duas obras de arte proeminentes do universo europeu é
possível compreender o Renascimento, consolidado entre
os séculos XIV e XVI, resultado de transformações estruturais iniciadas na Baixa Idade Média, como o fortalecimento das cidades italianas, a ascensão de uma burguesia
mercantil letrada, a ampliação das trocas culturais no Mediterrâneo e a crise gradual do universalismo escolástico.
Esse movimento instaurou um novo horizonte intelectual
que reposicionou a autoridade do conhecimento, o deslocando da centralidade teológica para uma concepção de saber fundamentada na experiência sensível, na investigação
racional da natureza e na revalorização de matrizes culturais greco-romanas. Paralelamente, a cultura visual foi
reconfigurada pela difusão da perspectiva linear, pelo desenvolvimento da gravura e por circuitos mais amplos de
circulação de imagens, que passaram a atuar como dispositivos de produção, legitimação e ensino do saber.
Figura 2. Homem de Vitrúvio. Gravura. 1490. Leonardo da Vinci.
Figura 3. Detalhe. A criação de Adão. 1511. Afresco. Michelangelo Buonarroti
Marque a alternativa correspondente à demarcação estabelecida pelas consequências do reposicionamento renascentista europeu em relação à produção do conhecimento da anatomia, da ciência e da cultura visual:
Figura 2. Homem de Vitrúvio. Gravura. 1490. Leonardo da Vinci.
Figura 3. Detalhe. A criação de Adão. 1511. Afresco. Michelangelo Buonarroti Marque a alternativa correspondente à demarcação estabelecida pelas consequências do reposicionamento renascentista europeu em relação à produção do conhecimento da anatomia, da ciência e da cultura visual:
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A mineração aurífera na Capitania
de Minas Gerais, com epicentro em Ouro Preto (então
Vila Rica), integra o debate historiográfico sobre a
constituição do mundo capitalista, especialmente no que
se refere à acumulação primitiva de capital e aos limites impostos pelo sistema colonial. O ouro extraído
na América portuguesa foi incorporado a uma economia
global estruturada pelo pacto colonial, que, a0 mesmo
tempo em que dinamizou mercados internos na colônia,
impediu a autonomização capitalista local, canalizando
excedentes para a metrópole e para centros industriais emergentes, como a Inglaterra. A BNCC orienta
que o ensino de Historia na Educação Básica desenvolva habilidades para analisar a relação entre sistemas
econômicos e formas de dominação politica (EFO8HI14;
EF09HI06; EFO9HI07), compreender a interiorização da
ocupação colonial e seus impactos na configuração territorial e produtiva (EFO7HI09; EFO9HIO8), além de comparar processos históricos em diferentes escalas espaciotemporais, articulando economia, sociedade e cultura visual (EM13CHS101; EM13CHS103).
Considerando a mineração como objeto de reflexão histórica e de transposição didática para o Ensino Básico, marque a alternativa correta:
Considerando a mineração como objeto de reflexão histórica e de transposição didática para o Ensino Básico, marque a alternativa correta:
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O coronelismo, estruturado no Brasil durante a Primeira Republica, não foi um resíduo
folclórico do poder rural, mas um sistema politico articulado à arquitetura institucional do regime republicano federativo, baseado no voto aberto, na descentralização administrativa e na fragilidade do Estado no interior. Esse arranjo de poder combinou propriedade fundiária, influência
econômica, capital simbólico, controle das forças policiais locais e domínio eleitoral, operando como mediação
privada do publico, e como engrenagem fundamental da
politica dos governadores. Exemplos emblemáticos incluem o domínio eleitoral dos coronéis na Bahia e no
Ceará, a instrumentalização de jagunços e milícias para coagir adversários, o uso do “curral eleitoral” para direcionar
votos em troca de favores, e a submissão de intendentes,
delegados e juízes as redes de mando local, como na oligarquia Accioly no Ceará, ou nas alianças coronelísticas
que sustentaram governadores por meio da reciprocidade
entre poder regional e poder central. Esse sistema nao negava a República, ao contrário, valia-se de suas brechas
institucionais para privatizar a autoridade estatal e garantir a continuidade das oligarquias no interior, convertendo
dependência econômica e assimetria social em domínio
politico.
Considerando essa contextualização, marque a alternativa correspondente:
Considerando essa contextualização, marque a alternativa correspondente:
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A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, na então província da Bahia, em 1835, se insere no
ciclo de insurreições escravas e libertas do Brasil Império,
mas apresenta singularidades que a tornam um marco do
pensamento politico afrodiaspórico no século XIX. Diferentemente de revoltas provinciais como Cabanagem, Sabinada ou Balaiada, que mobilizaram disputas entre grupos elitizados, demandas federalistas ou tensões territoriais, os Malês constituíram uma rebelião eminentemente urbana, planejada por africanos escravizados e libertos, majoritariamente muçulmanos oriundos de regiões islamizadas da África Ocidental, como o antigo Império do Mali,
os territórios haussás e iorubás islamizados. O movimento
articulou alfabetização em árabe, circulação de escritos
religiosos e políticos, sociabilidade em espaços urbanos,
organização em células, e sentido compartilhado de pertencimento étnico e espiritual, convertendo a fé islâmica
em linguagem politica de mobilização, de planejamento e
de projeto de liberdade. Exemplos dessa dimensão letrada
incluem o uso de amarraduras escritas (papéis com trechos
do Alcorão) como proteção simbólica, e bilhetes em árabe
que circularam entre insurgentes, revelando a presença de
uma cultura escrita de resistência.
De acordo com o website (historia.uff.br) da Universidade Federal Fluminense, reservado para arquivamento e popularização de documentos, artefatos e relíquias importantes da história do Brasil, em 25 de janeiro de 1835, foi encontrado um pequeno livro amarrado junto ao pescoço de um “rebelde” morto durante a Insurreição dos Malês na Província da Bahia (1821-1891), atualmente cidade do Salvador. O livro pertence ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). Ainda no website é possível ler o seguinte texto: “Na madrugada de 25 de janeiro de 1835 aconteceu em Salvador uma rebelião organizada por muçulmanos, principalmente de origem iorubá, chamados nagôs na Bahia. A predominância nagô foi traduzida no nome dado ao movimento: Revolta dos Malês, pois o termo malê deriva de imalê, que significa muçulmano em iorubá. Participaram cerca de 600 combatentes, que deixaram a cidade em polvorosa por algumas horas. Durante o combate, mais de setenta rebeldes e cerca de uma dúzia de oponentes foram mortos. Vencidos, dezenas de africanos foram condenados a penas de açoite, prisão, degredo e morte. Não sabemos detalhes do que pretendiam os rebeldes, se vitoriosos. Certo era que a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos. De toda maneira, não foi um levante sem direção, fruto do desespero, mas um movimento dirigido à tomada do poder”.
(Disponível em: ¡/¿ https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/revolta-dos-males/ ¡/¿. Acesso em 1 nov. 2025).
A partir do contexto histórico elaborado, considerando as questdes sécio-politicas do Brasil imperial oitocentista, marque a alternativa correspondente:
De acordo com o website (historia.uff.br) da Universidade Federal Fluminense, reservado para arquivamento e popularização de documentos, artefatos e relíquias importantes da história do Brasil, em 25 de janeiro de 1835, foi encontrado um pequeno livro amarrado junto ao pescoço de um “rebelde” morto durante a Insurreição dos Malês na Província da Bahia (1821-1891), atualmente cidade do Salvador. O livro pertence ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). Ainda no website é possível ler o seguinte texto: “Na madrugada de 25 de janeiro de 1835 aconteceu em Salvador uma rebelião organizada por muçulmanos, principalmente de origem iorubá, chamados nagôs na Bahia. A predominância nagô foi traduzida no nome dado ao movimento: Revolta dos Malês, pois o termo malê deriva de imalê, que significa muçulmano em iorubá. Participaram cerca de 600 combatentes, que deixaram a cidade em polvorosa por algumas horas. Durante o combate, mais de setenta rebeldes e cerca de uma dúzia de oponentes foram mortos. Vencidos, dezenas de africanos foram condenados a penas de açoite, prisão, degredo e morte. Não sabemos detalhes do que pretendiam os rebeldes, se vitoriosos. Certo era que a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos. De toda maneira, não foi um levante sem direção, fruto do desespero, mas um movimento dirigido à tomada do poder”.
(Disponível em: ¡/¿ https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/revolta-dos-males/ ¡/¿. Acesso em 1 nov. 2025).
A partir do contexto histórico elaborado, considerando as questdes sécio-politicas do Brasil imperial oitocentista, marque a alternativa correspondente:
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