Vários grupos de pesquisadores chegaram à mesma surpreendente conclusão em 1998: todo o ano, o fitoplâncton incorpora entre 45 e 50 bilhões de toneladas métricas de carbono a suas células — quase o dobro da quantidade citada nas mais otimistas das estimativas anteriores. Naquele mesmo ano, análise dos dados dos satélites revelou que as plantas terrestres assimilam apenas 52 bilhões de toneladas métricas, contradizendo investigações anteriores, que sugeriam que as plantas terrestres assimilavam até 100 bilhões de toneladas métricas de carbono por ano. Em outras palavras, o fitoplâncton absorve quase tanto CO2 de nossa atmosfera e dos oceanos quanto as árvores, ervas e todas as outras plantas terrestres juntas.
P. G. Falkowski. Floresta invisível dos oceanos. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º 3, agosto/2002 (com adaptações).
À luz do texto acima, e considerando que o conhecimento do papel do fitoplâncton é fundamental para a regulagem do clima na Terra e que, no caso brasileiro, com uma grande extensão de linha costeira, esse mesmo conhecimento é de grande importância para a correta gestão do ambiente costeiro, julgue o item subsequente.
O carbono incorporado às células do fitoplâncton é necessariamente o carbono na forma inorgânica.