O texto a seguir – segmento de uma entrevista que o gramático Evanildo Bechara concedeu à VEJA, em 1 de junho de 2011 – serve de apoio à questão abaixo.
Por que tantos brasileiros falam e escrevem tão mal?
O domínio do idioma é resultado da educação de qualidade. Isso nos falta de maneira clamorosa. O ensino do português nas escolas é deficiente. Uma das razões recai sobre o evidente despreparo dos professores. É espantoso, mas, muitas vezes, antes de lecionarem a língua, eles não aprenderam o suficiente sobre a gramática. Além disso, não detêm uma cultura geral muito ampla nem tampouco costumam ler os grandes autores, como faziam os grandes mestres. A verdade é que a maioria não tem vocação para o magistério. Só escolhe essa carreira porque, quando chega o momento de ingressar na universidade, ela é uma das menos concorridas no vestibular. A situação do mercado de trabalho também conspira contra a permanência dos melhores professores nas salas de aula. Por falta de incentivos, muitos abandonam o magistério para se empregar na iniciativa privada como revisores, tradutores e editores.
Em relação ao período “Além disso, não detêm uma cultura geral muito ampla nem tampouco costumam ler os grandes autores, como faziam os grandes mestres”, julgue as proposições a seguir, marcando (C) para certo ou (F) para errado.
( ) O verbo “deter” está com acento circunflexo porque concorda, no plural, com o referente “os professores” ou “eles”.
( ) A segunda oração (“nem tampouco costumam ler os grandes autores.”) estabelece uma relação semântica de adversidade com a oração anterior.
( ) A expressão “tampouco”, no período em questão, admitiria a grafia “tão pouco”.
( ) O termo “os grandes mestres” tem a mesma função sintática de “uma cultura geral muito ampla”.
Assinale a alternativa que, de cima para baixo, apresenta a sequência correta:
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