Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia o texto abaixo.
— Em que circunstâncias alguém se exalta e defende com ardor uma opinião? “Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x 8 = 56, pois se pode mostrar que isto é o caso”, observa Bertrand Russell. O ânimo persuasivo só recrudesce e lança mão das artes e artimanhas da retórica quando se trata de incutir opiniões que são duvidosas ou demonstravelmente falsas. — O mesmo vale para o ato de prometer alguma coisa. O simples fato de que uma promessa precisou ser feita indica a existência de dúvida quanto à sua concretização. Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade. E quanto mais solene ou enfática a promessa — “Te juro. agora é pra valer!" — mais duvidosa ela é: “O proclamar excessivo”, como dizem os ingleses. “Só os deuses podem prometer, porque são imortais”, adverte o poeta.
(GIANNETTI, Eduardo, “O paradoxo da promessa”, Trópicos Utópicos. 2016, edição eletrônica, Adaptado)
Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade.
Mantendo o sentido e a correção gramatical, o segmento sublinhado pode ser substituído por: