O temário ambiental ganhou expressão social e política desde os anos 70 do século XX, com a organização de partidos verdes na Europa. Os novos partidos nutriam-se da crise ideológica da esquerda tradicional e deslocavam o vetor do debate político. No lugar da contradição entre o capital e o trabalho, desenvolviam um espaço ideológico fundado na contradição entre a sociedade industrial e o meio ambiente.
O encerramento da Guerra Fria e a dissolução da rivalidade entre as superpotências nucleares contribuíram para conferir importância ainda maior a essa agenda. A questão ambiental se tornou uma das prioridades da atividade diplomática, principalmente sob os pontos de vista da União Européia e dos países do Sul. O momento chave na transformação da agenda ambiental em um dos eixos de grande relevo da política internacional foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92), no Rio de Janeiro.
Demétrio Magnoli. O mundo contemporâneo.
São Paulo: Atual, 2004, p.195 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a amplitude do tema por ele abordado, além de outros aspectos relevantes do mundo contemporâneo, julgue o item subseqüente.
Apesar da falta de ação da Organização das Nações Unidas (ONU), que se vê, atualmente, incapaz de se livrar das pressões das grandes potências e de promover grandes encontros internacionais, multiplicam-se as conferências mundiais voltadas para a temática ambiental, provavelmente em face do temor generalizado de que a vida corre risco em um mundo destruidor da natureza.