Leia o texto a seguir.
A nova edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, ainda está a caminho – a previsão é para 2016. Mas um estudo sobre práticas culturais recém-publicado pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (O hábito de lazer cultural do brasileiro ) tem se prestado a adiantar o expediente. Foram ouvidos moradores de 70 cidades, de nove regiões metropolitanas. O resultado é pouco animador. Arte e literatura, a rigor, não estão na lista de prioridades dos brasileiros: 55% dos entrevistados não tiveram vida cultural em 2014. Mesma disfunção se verifica na leitura de livros: de um ano para outro, passou de 35% para 30% o número de pessoas que não leram nenhum livro no ano. A edição de 2012 da Retratos tinha verificado tendência de queda na leitura e, inclusive, menos gente maquiando os dados. Em aferições relacionadas à cultura, os leitores costumam optar pelo autoengano, dizendo fazer mais do que fazem. Pelo andar da carruagem, não mais – dados do Instituto Pró-Livro mostram que 50% da população não lê. Dentre os não leitores, mais de 78% consideram a leitura uma atividade enfadonha. O rosário de perdas parece não ter fim. Mas é preciso decantar essas estatísticas.
Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/leituras-aos-pedacos-1jpht58qu5eb5zhzxi1awi5ul>.
Acesso em: 23/08/2015.
Leia as propostas de continuidade para o texto acima:
I. A leitura dos dados deve levar em conta que a pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, por exemplo, contemplou apenas regiões metropolitanas e que o vasto território brasileiro apresenta uma diversidade muito grande de consumidores de produtos culturais. Portanto, os dados devem ser relativizados.
II. A maquiagem dos dados por entrevistados que falseiam suas respostas, por exemplo, não permite um retrato mais próximo da realidade. Essa ação apenas dificulta a resolução de questões que talvez sejam pontuais. Assim, os dados devem ser relativizados.
III. A democratização do acesso à leitura é um direito de todos. Entretanto, ele não despontará naturalmente das relações de mercado ou de ações isoladas dos indivíduos. Políticas públicas nessa direção devem ser criadas a partir do que os dados revelarem.
IV. A leitura e a escrita fazem parte do processo civilizatório da humanidade. Elas alcançam um número cada vez maior de pessoas, dando oportunidades a uma parcela importante da população. A análise dos índices deve servir para que isso se amplie.
A coerência textual está mantida em:
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