A filósofa Djamila Ribeiro em seu livro “Quem tem medo de feminismo negro?” (2018) traz elementos e narrativas de sua história de vida e, ao falar de sua infância, nos possibilita pensar como era ser uma criança negra em sala de aula nos anos de 1990 no Brasil. Diz ela: “Lembro que nas aulas de história sentia a orelha queimar com aquela narrativa que reduzia os negros à escravidão, como se não tivessem um passado na África, como se não houvesse existido resistência. Quando aparecia a figura de uma mulher escravizada na cartilha ou no livro, sabia que viriam comentários como “olha a mãe da Djamila aí”. Eu odiava essas aulas ou qualquer menção ao passado escravocrata – me encolhia na carteira tentando me esconder”. A lei 10.639/2003, pode ser uma grande aliada na transformação da realidade de milhares de Djamilas em idade escolar, mas ainda temos desafios referente a aplicação dessa lei. Marque a opção que indica um dos principais desafios: