TEXTO 1
“Há um antigo mito de criação narrado na literatura xintoísta, no Kojiki e no Nihongi que nos conta que as ilhas japonesas foram criadas pelos deuses, dois dos quais – o elemento masculino, Izanagi, e o feminino, Izanami – desceram dos céus para se encarregar a respeito. Com eles, trouxeram à vida inúmeras forças e divindades como os que atuam nos mares, rios, ventos, florestas e montanhas. Duas dessas divindades criadas, a deusa Sol, a fonte e força primordial de todas as formas de vida, Amaterasu Omikami, e seu irmão, o deus da Tempestade, Susano-o, acabaram se desentendendo e emergiu vitoriosa a deusa, Amaterasu. Nesse sentido, a força ordeira da natureza prevaleceu sobre o caos, a desordem, a tempestade. Vencido, mas não suprimido, a força destrutiva da natureza sempre permaneceu à espreita sobre as ilhas japonesas.”
(UNZER, E. História da Asia. 2ª ed. – Columbia & San Bernardino, EUA: Amazon, 2021. p. 271).
Texto 2
“Bem no início, Abismo nasceu; depois, Terra largo-peito, de todos o assento sempre estável, dos mortais que possuem o pico do Olimpo nevado, o Tártaro brumoso no recesso da terra largas-rotas e Eros, que é o mais belo entre os deuses imortais, o solta-membros, e de todos os deuses e todos os homens subjuga, no peito, espírito e decisão refletida. De Abismo nasceram Escuridão e a negra Noite; de Noite, então, Eter e Dia nasceram, que gerou, grávida, após com Escuridão unir-se em amor. Terra primeiro gerou, igual a ela, o estrelado Céu, a fim de encobri-la por inteiro para ser, dos deuses venturosos, assento sempre estável. Gerou enormes Montanhas, refúgios graciosos de deusas, as Ninfas, que habitam montanhas matosas. Pariu também o ruidoso pélago, furioso nas ondas, Mar, sem amor desejante; e então deitou-se com Céu e pariu Oceano funda-corrente, Coio, Creio, Hipérion, Jápeto, Teia, Reia, Norma, Memória.”
(HESÍODO, Teogonia (trad. Christian Werner). São Paulo: Hedra, 2013. p. 40-41).
A partir da leitura dos textos, é possível perceber que o ponto comum entre eles é: