Para Paulo Freire, a educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação de significados. Dessa forma, o processo da formação profissional não só supõe a atividade do estudante com o conteúdo que deve aprender como também exige que haja comunicação entre os envolvidos, considerando que todas as atividades formativas produzidas se estabelecem no processo da atividade conjunta a partir das relações humanas em situações de comunicação. Sendo assim, duas professoras de um curso de graduação se propõem a aperfeiçoar, de forma consciente e teoricamente fundamentada, as práticas comunicativas nas suas salas de aulas. Na discussão que realizam para esse propósito, uma delas expôs algumas ideias explicitadas nos itens abaixo.
I É necessário propiciar o compartilhamento de informação para que haja uma troca ativa de elaboração de sentidos comuns.
II Deve-se prestar atenção aos canais de comunicação, aos ruídos no processo de codificação e decodificação que podem ocorrer por diferenças provenientes das diversas vivencias dos participantes.
III É importante considerar os sistemas de signos utilizados na comunicação, os verbais para a dimensão cognitiva e os não verbais para a afetiva, presentes no processo.
IV É preciso favorecer a função reguladora da comunicação relacionada com o controle da conduta e da ação dos participantes durante a comunicação focada na atividade do professor.
As ideias que devem ser consideradas para a melhoria da comunicação em sala de aula estão nos itens