Magna Concursos
2376943 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: SEJUS-RO
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TEXTO

INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras

Lia a história de Robinson Crusoé.

Comprida história que não acabava mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu –

chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

Café gostoso

Café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo

Olhando para mim:

– Psiu... Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava

No mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

(ANDRADE, Carlos Drummond

de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 6.)

Nos versos “No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu / A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu – / chamava para o café”, em vez de dizer que uma pessoa chamava para o café, o poeta utilizou, “uma voz”. O recurso usado é uma

 

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