O meio rural brasileiro precisa se tornar, definitivamente,
um espaço de paz, produção e justiça social. A reforma
agrária é uma ação estruturante, geradora de trabalho, renda
e produção de alimentos, portanto, fundamental para o
desenvolvimento sustentável da nação. Os pobres do campo
são pobres porque não têm acesso à terra suficiente e
políticas agrícolas adequadas para gerar uma produção apta
a satisfazer as necessidades próprias e de suas famílias.
Falta título de propriedade ou posse de terras, ou estas são
muito pequenas, pouco férteis, mal situadas em relação aos
mercados e insuficientemente dotadas de infra-estrutura
produtiva. São pobres, também, porque recebem, pelo
aluguel de sua força de trabalho, remuneração insuficiente;
ou ainda porque os direitos da cidadania - saúde, educação,
alimentação e moradia - não chegam. O trabalho existente é
sazonal, ou o salário é aviltado pela existência de um enorme
contingente de mão-de-obra ociosa no campo. Essa situação
vem de muito longa data, mas se agravou bastante nas duas
últimas décadas, em razão da substituição de trabalho
humano por máquinas e insumos químicos na maior parte dos
estabelecimentos agropecuários. Avaliações dos projetos de
desenvolvimento rural e de programas, nas décadas de 70 e
80 do século passado, em várias regiões do país,
comprovaram que parte substancial do aumento de renda,
decorrente dos estímulos proporcionados pelo governo, foi
capturada por agentes econômicos melhor situados na
estrutura agrária local. É fato notório igualmente que parte
significativa dos recursos aos segmentos mais pobres é
desviada por estruturas políticas a que estão submetidas tais
populações. Ninguém desconhece, também, que a extrema
pobreza da população rural frustra grande parte dos esforços
de alfabetização e de instrução básica dos governos da
União, dos Estados e Municípios. Conforme relatado esta
situação tem agravado, especificamente, ainda mais o
quadro:
Provas
Questão presente nas seguintes provas