“Na história de qualquer cultura política, dinâmica por natureza, as circunstâncias e as opções deixam marcados os selos próprios. Procurou-se neste artigo, de forma preliminar, evidenciar as permanências. Se houver aqui um grão de verdade, será possível questionar o senso comum de que o período ditatorial mais recente, inaugurado em 1964, foi uma ‘exceção à regra’, um parêntese sinistro e felizmente superado.”
(REIS FILHO, Daniel Aarão. A ditadura faz cinquenta anos: história e cultura política nacional-estatista.
In: REIS FILHO, Daniel Aarão; MOTTA, Rodrigo Patto Sá; RIDENTI, Marcelo (orgs.).
A ditadura que mudou o Brasil – 50 anos do golpe de 1964. Rio De Janeiro: Zahar, 2014, p. 29)
No artigo mencionado, do qual foi extraído o trecho apresentado, o autor levanta a hipótese acerca de permanências de uma certa cultura política nacional estatista em alguns “momentos” da história política brasileira. Quanto a isso, segundo Reis Filho, podemos afirmar que: