Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Ipojuca-PE
Senhor, nada valho
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste, e, se me ajudardes, Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos
(...)
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo, de mim não se faz o pão alvo universal.
(...)
e os hebreus iam em longas caravanas buscar na terra do Egito o trigo dos faraós,
e Jesus abençoava os trigais maduros, eu era apenas o bró nativo das tabas ameríndias.
(...)
Sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor, que me fizestes necessário e humilde. Sou o milho!
Cora Coralina. Oração do milho (com adaptações).
Tendo o texto como referência e com relação à produção, julgue o item seguinte.
O milho e o trigo são plantas alógamas, ou seja, plantas cujo modo reprodutivo prescinde do cruzamento entre plantas da mesma espécie. Assim, embora a poetisa escreva que “mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos”, a produção é maior e mais satisfatória, quando ocorre cruzamento entre plantas.